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19-03-2008

Todos os Caminhos

Para muitas pessoas, as religiões tradicionais continuam oferecendo um caminho espiritual válido e satisfatório, mas a adesão já não é parte integrante do pacote cultural que a gente ganha de brinde pelo simples fato de nascer em uma determinada cultura. Desde o século passado, é grande (e crescente) o número dos que, não se sentindo confortáveis nem com as religiões estabelecidas, nem com a rejeição radical do espírito religioso proposto pelo cientificismo, procuram uma via alternativa para a transcendência que, Jung dixit, é uma necessidade instintiva tão básica do ser humano quanto a sexualidade ou a alimentação. Muitos a encontram nas religiões orientais, em novas formas autóctones como a umbanda, nas tradições esotéricas que durante séculos vicejaram como uma corrente subterrânea, à sombra da religião oficial, ou então nessa forma de espiritualidade laica que são as várias correntes da psicoterapia. E há os que, como yours truly, preferem combinar elementos de todas as fontes (im)possíveis e (in)imagináveis para construir seu próprio caminho, feito sob medida para atender a suas necessidades individuais.

Tudo bem, tudo bom, mas a abundância mesma de alternativas às vezes pode ser problemática. Todos os caminhos levam a Roma mas, por isso mesmo, como decidir qual deles é o melhor para cada um? Como selecionar, dentre a pletora de métodos, rituais e técnicas, quais os que podem ser úteis, fornecer o que a gente quer ou precisa? O único jeito, claro, é experimentar um por um, até encontrar alguma coisa que satisfaça nossas necessidades. Mas a experimentação randômica corre o risco de se tornar contraproducente. Se você der a sorte de topar logo com o que está procurando, meus parabéns, você é um felizardo. Se não der, pode passar a vida pulando de galho em galho ou ficar paralisado na encruzilhada, com um Sentimento de frustração próximo ao descrito pelo poeta português José Régio:

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Por outro lado, é possível encarar o problema justamente pelo outro lado: mudar o foco do caminho que estamos procurando para a pessoa que está procurando um caminho, ou seja, nós mesmos. A meta mais nobre que um caminho espiritual tem para oferecer é o autoconhecimento mas, paradoxalmente, o melhor ponto de partida já é conhecer a si mesmo. E aqui, eu tenho uma ou duas idéias que talvez possam ser úteis.

A totalidade da religião. - Existem sete linhas principais no yoga indiano - as seis tradicionais, descritas nos Yogasutras de Patanjali, mais o tantra yoga. Embora a filosofia de base seja a mesma, cada uma delas coloca a ênfase em um tipo diferente de prática. O hatha yoga, durante muito tempo o mais conhecido no ocidente, se apóia em posturas corporais e respiração; no jnana yoga, busca-se atingir a união com o divino por meio da meditação intelectual; a ferramenta do bhakti yoga é a devoção a uma divindade tutelar; o tantra yoga visa transcender os sentidos por meio de um mergulho radical nos próprios sentidos. E assim por diante. O motivo para essa diversidade é simples: pessoas diferentes têm necessidades espirituais diferentes e precisam de caminhos igualmente diferenciados para alcançar a iluminação.

O zen budismo chinês adotava uma visão semelhante para explicar porque há tantas correntes budistas e porque mesmo o zen budismo se dividia nas escolas soto e rinzai. "São simplesmente tratamentos prescritos de acordo com a doença; não é necessário louvar um e denegrir o outro", declarou Zong Mi, o quinto patriarca zen, que viveu no sec. VIII d.C. Os bloqueios que mantêm os indivíduos identificados com o ego e os impedem de perceber seu próprio ser naturalmente iluminado (a natureza do Buda) não são os mesmos para cada um e, consequentemente, os métodos para superar esses bloqueios também não podem ser os mesmos.

Sri Ramakrishna, o grande místico hindu do século XIX, generalizou essa postura, aplicando-a à diversidade de religiões no mundo. Swami Vivekananda, seu principal discípulo e ele próprio um iluminado, escreveu em The Ideal of a Universal Religion:

Toda alma é potencialmente divina.

A meta é manifestar essa divindade interior pelo controle da natureza, externa ou interna.

Faça isso quer pelo trabalho ou devoção religiosa ou controle psíquico ou filosofia - por um ou mais ou todos esses - e seja livre.

É essa a totalidade da religião. Doutrinas ou dogmas ou rituais ou livros ou templos ou formas não são senão detalhes secundários.

Um dos princípios do vedanta, de fato, é que os arquétipos possuem dois aspectos, opostos e complementares. Um, que em sânscrito é chamado de marga, é a essência universal do arquétipo, que é independente do tempo e do espaço e, consequentemente, é a mesma em todas as épocas e lugares. O outro, deshi, é a configuração que o arquétipo assume em um contexto cultural e psicológico específico. O núcleo universal do arquétipo, como tal, é incognoscível. Só se chega a ele por meio das formas culturais de deshi.

De todas as escolas iniciáticas tradicionais, talvez nenhuma outra tenha levado esse princípio em conta tanto quanto o sufismo. Sabendo que a universalidade do espírito não só não é incompatível como de fato necessita de portas de entrada particularizadas, os xeques sufis elaboravam (talvez ainda elaborem) um programa iniciático composto de práticas e técnicas adaptados às características e à personalidade de cada discípulo.

É possível (mas aqui, admito que estou chutando) que uma das ferramentas desenvolvidas para ajudar a determinar essas características seja o eneagrama, que Gurdjieff aprendeu com os sufis da Ásia Central e trouxe para o ocidente. Mas o eneagrama não é o único instrumento que pode ser empregado com essa finalidade. Outras formas de mapeamento da personalidade, como a astrologia, também se prestam muito bem a esse propósito. A astrologia, inclusive, tem a vantagem de fornecer uma descrição detalhada e individualizada, sob a forma de um mapa astral personalizado. Mas não é do eneagrama ou da astrologia que vou tratar aqui, em parte porque não estou suficientemente familiarizado com eles e em parte porque prefiro falar da ferramenta que eu próprio empreguei (e emprego) e das quais, consequentemente, tenho uma experiência pessoal: a tipologia psicológica de Jung.

Tipos psicológicos. - Palavras como "introvertido" e "extrovertido" fazem parte da nossa linguagem quotidiana. Se alguém é tímido, costumamos dizer que ele é introvertido demais, ou descrevemos o sujeito que é a alma da festa como "tããão extrovertido!". Mas não são todos os que sabem que introversão e extroversão foram termos criados por Jung, não como sinônimos rebuscados de timidez e exuberância, mas com um sentido psicológico preciso: eles descrevem a direção preferencial que o fluxo da energia psíquica assume em cada um. Simplificando bastante, numa pessoa extrovertida, a energia flui de dentro para fora, de modo que seu foco de interesse está nos objetos e relações externas, no mundo exterior. Num indivíduo Introvertido, pelo contrário, a energia flui para dentro e a consciência se volta mais para o mundo interior - a psique, o inconsciente, a imaginação. Isso não quer dizer que pessoas introvertidas não tenham fases de extroversão ou vice-versa: a classificação denota apenas o sentido preferencial do fluxo.

Além disso, de acordo com Jung, a interação entre a consciência e a realidade (tanto exterior quanto interior) é mediada por quatro funções psíquicas, quatro modos de apreensão e avaliação do mundo, que são: Pensamento, Sentimento, Sensação (ou Percepção) e Intuição (que pode ser descrita como a apreensão imediata de padrões e relações, em vez de objetos isolados). Essas quatro funções se dividem em dois pares opostos: duas funções racionais, Pensamento e Sentimento, e duas funções irracionais, Sensação e Intuição. Pode parecer estranho qualificar o sentimento como uma função racional, mas é preciso entender o que esse termo significa no vocabulário junguiano. Grosso modo, o papel das funções racionais é avaliar os dados coletados pelas funções irracionais. O sentimento é responsável por estabelecer juízos de valor. Ergo, é uma função racional.

Todos nós temos as quatro funções, mas não na mesma medida. Via de regra, uma delas é mais desenvolvida que as outras - é a nossa função principal, nossa via de acesso preferencial ao mundo, a ferramenta mais importante que usamos para construir a nossa realidade e a função que a nossa consciência maneja com mais desenvoltura. O corolário disso é que seu oposto no par será nossa função menos desenvolvida, o que os junguianos chamam de função inferior. Por exemplo, se a minha função principal é o Pensamento, minha função inferior será o Sentimento. A mesma coisa vale para a Intuição e a Sensação: se eu sou um tipo intuitivo, não costumo prestar muita atenção às minhas sensações, meu interesse vai se voltar para os padrões gerais; reciprocamente, se a minha função dominante é a Sensação, eu terei pouca consciência dos padrões gerais e vou me concentrar nas percepções imediatas.

Além da função principal, temos uma outra função relativamente desenvolvida, que é a função secundária. Se a minha função principal é uma das funções racionais, a minha função secundária será irracional, e vice-versa. Juntas, elas formam uma dupla funcional - a função irracional coleta os dados e a função racional os interpreta. Normalmente, o pólo oposto da função secundária também é pouco desenvolvido. Assim, se a minha função secundária é a Sensação, as chances são de que minha Intuição também opere como uma função inferior.

Combinando as duas formas de orientação da energia psíquica com as quatro funções, e levando em conta a função principal e a secundária, Jung chegou a dezesseis tipos psicológicos básicos, que são:

  1. Intuição Pensamento Introvertido (funções inferiores: Sensação Sentimento Extrovertidos).
  2. Intuição Pensamento Extrovertido (funções inferiores: Sensação Sentimento Introvertidos).
  3. Intuição Sentimento Introvertido (funções secundárias: Sensação Pensamento Extrovertidos).
  4. Intuição Sentimento Extrovertido (funções secundárias: Sensação Pensamento Introvertidos).
  5. Pensamento Intuição Introvertido (funções inferiores: Sentimento Sensação Extrovertidos).
  6. Pensamento Intuição Extrovertido (funções inferiores: Sentimento Sensação Introvertidos).
  7. Pensamento Sensação Introvertido (funções inferiores: Sentimento Intuição Extrovertidos).
  8. Pensamento Sensação Extrovertido (funções inferiores: Sentimento Intuição Introvertidos).
  9. Sensação Pensamento Introvertido (funções inferiores: Intuição Sentimento Extrovertidos).
  10. Sensação Pensamento Extrovertido (funções inferiores: Intuição Sentimento Introvertidos).
  11. Sensação Sentimento Introvertido (funções inferiores: Intuição Pensamento Extrovertidos).
  12. Sensação Sentimento Extrovertido (funções inferiores: Intuição Pensamento Introvertidos).
  13. Sentimento Intuição Introvertido (funções inferiores: Pensamento Sensação Extrovertidos).
  14. Sentimento Intuição Extrovertido (funções inferiores: Pensamento Sensação Introvertidos).
  15. Sentimento Sensação Introvertido (funções inferiores: Pensamento Intuição Extrovertidos).
  16. Sentimento Sensação Extrovertido (funções inferiores: Pensamento Intuição Introvertidos).

(Você vai notar que a orientação da energia psíquica também é invertida: se a atitude da consciência é extrovertida, o inconsciente será introvertido. Da mesma forma, uma consciência introvertida corresponde a um inconsciente extrovertido.)

Na década de 40, as psicólogas Katharine Cook-Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers desenvolveram um questionário para definir o tipo psicológico que foi imediatamente adotado por boa parte da comunidade junguiana (e não só), o Myers-Briggs Type Indicator, ou MBTI. À tipologia original de Jung, elas acrescentaram um outro fator, que é saber se a postura que predomina no sujeito é de avaliação ou de percepção do mundo. O foco dos tipos perceptivos (na nomenclatura do MBTI, classificados como P, de perceiving) está na coleta de informações, enquanto os tipos avaliadores (J, de judging) se preocupam mais com a interpretação dessas informações.

Equilíbrio Interior. - É difícil dizer o que determina a distribuição das funções em cada indivíduo. Pode ser uma predisposição inata, uma consequência do contexto sociocultural ou uma combinação das duas coisas. Mas, independente disso, um dos objetivos do processo de individuação, pelo menos em seus estágios iniciais, é desenvolver um maior equilíbrio entre as quatro funções. Tem uma certa analogia aí com a vertente Golden Dawn da tradição esotérica ocidental, que prescreve o balanceamento interior dos quatro elementos como uma das principais tarefas do neófito.

Mas a função inferior tem uma peculiaridade importante: como ela não está totalmente sob o controle da consciência, acaba caindo sob o domínio do inconsciente. Dessa forma, torna-se uma ponte entre o inconsciente e a consciência. Assim, desenvolver a função inferior contribui para restaurar a conexão entre os dois pólos da psique.

Não é difícil notar que existe uma relação direta entre os vários caminhos espirituais e as funções psíquicas. O jnana yoga, por exemplo, é claramente centrado na função pensamento, ao passo que práticas corporais em geral, como o tai chi chuan, voltam-se para a função sensação.

Da mesma forma, pode-se classificar os sistemas de crenças em introvertidos e extrovertidos. Sistemas introvertidos tendem a interpretar as forças arquetípicas como fatores psicológicos, enquanto que os sistemas extrovertidos preferem tratá-las como agentes externos. Nessa perspectiva, o budismo e o vedanta são sistemas introvertidos, porque procuram conectar a consciência ao nível arquetípico da psique por meio de uma introspecção radical. Já o espiritismo, o catolicismo e, de fato, boa parte das religiões institucionalizadas são sistemas extrovertidos, uma vez que encaram as forças espirituais como espíritos, anjos, deuses, etc. Essa dualidade de pontos-de-vista pode ser estendida inclusive para dentro de uma determinada tradição - aqueles que vêem o SAGA (HGA, Santo Anjo Guardião, etc.) como um guia espiritual independente do indivíduo adotam uma postura extrovertida; aqueles que o interpretam como uma personificação do Eu Superior ou do Si-mesmo junguiano seguem a via introvertida.

Nesse ponto, fica clara a utilidade da tipologia psicológica de Jung para o tema do post: saber qual é a nossa estrutura psicológica nos diz também quais as funções psíquicas que precisamos desenvolver, o que é um excelente gabarito para escolher qual ou quais as práticas que serviriam melhor a esse propósito.

É fácil encontrar várias versões online do MBTI, algumas pagas, outras gratuitas. Minha sugestão para os que têm dúvidas sobre qual(is) caminho(s) seguir seria o de que, como ponto de partida, fizessem o teste. De posse dessa informação, pode-se limitar as alternativas àquelas que têm a ver com o seu tipo psicológico específico.

Aqui, porém, cabe um caveat: as práticas que se deve procurar são aquelas que reforçam a função inferior, não a principal. Se você é um tipo pensamento, pode até se sentir atraído por alguma coisa como o jnana yoga, mas fortalecer o que já é forte dificilmente vai ajudar a alcançar o equilíbrio interior. O objetivo é compensar a atitude dominante do ego, de modo a expandir os limites da consciência e restabelecer um vínculo com as raízes arquetípicas inconscientes (re ligare).

Murro em ponta de faca. - A melhor maneira de ilustrar essa dinâmica talvez seja falar da minha experiência pessoal. Dentro da tipologia junguiana, o meu tipo é Intuição Pensamento Introvertido ou, na terminologia do MBTI, INTJ (Introverted-iNtuitive-Thinking-Judging). Durante anos - mais exatamente, entre os 16 e os 24 - eu procurei por um tipo de meditação que me permitisse um contato direto com o inconsciente. Não tive muito sucesso, até que caiu nas minhas mãos um livro chamado O Corpo Onírico, do psicólogo pós-junguiano Arnold Mindell. Nesse livro, ele ensinava uma técnica que denominou de amplificação do sinal corporal e que, resumidamente, consiste em focalizar a atenção nas sensações físicas, amplificando-as, até que elas atingem um ponto de saturação e se transformam numa imagem mental, geralmente de natureza hipnagógica. Foi tiro e queda.

Mais tarde, descobri que a amplificação do sinal corporal era uma variante da técnica budista de meditação vipassana. A principal diferença entre a técnica tradicional e a versão de Mindell é que a vipassana não dá muita importância às imagens que emergem como resultado do foco nas sensações corporais. Elas são tratadas como perturbações, com as quais o meditador deve lidar da mesma forma que lida com qualquer outro pensamento intrusivo, isto é, não prestar atenção e deixar que elas se dissolvam espontaneamente. Já Mindell segue a premissa junguiana de que essas imagens têm um significado simbólico importante, cuja compreensão exerce um efeito transformador sobre a consciência, o que é mais compatível com a minha própria maneira de ver as coisas.

Com o tempo, fui colecionando (ou desenvolvendo) outros exercícios e métodos de meditação que funcionavam bem comigo. Mas todos eles compartilham da mesma estrutura básica: sensação corporal percepção de imagens hipnagógicas → interpretação simbólica. Quando percebi a semelhança entre eles, também me dei conta de que todos, sem exceção, mobilizavam a minha função inferior. Minhas funções principais - intuição e pensamento - só intervinham no final do processo, na hora de interpretar o significado simbólico das imagens. Eventualmente, acabei aprendendo inclusive a usar a imagem que emergia espontaneamente em uma sessão como ponto de partida da meditação na sessão seguinte, numa espécie de looping ou feedback imaginal.

Mesmo antes de fazer o MBTI, eu já sabia qual era o meu tipo psicológico (ter a intuição como função principal tem de servir pra alguma coisa, certo?), mas nunca tinha me ocorrido usar essa informação como ponto de partida para elaborar um programa espiritual que me servisse (ter a intuição como função principal nem sempre garante a intuição correta, certo?). E, no entanto, isso teria abreviado em um bom par de anos o longo período de esforços infrutíferos e murros em ponta de faca. Se, como diz o patriarca Zong Mi, diferentes tratamentos são prescritos para diferentes doenças, conhecer a doença já é meio caminho andado para descobrir o tratamento.

Comments

Viu, Luiza? Como eu tinha prometido. Espero que seja útil. :-)

ufa!!

pude suportar ateh hoje, obrigada...


muito interessante como nossas trajetorias sao semelhantes ...
eu me lembro de ter feito o MBTI e caido numa clasificacao que representa 1% das pessoas... um insuportavel equilibrio entre as funcoes! - que pode parecer desejavel, mas na verdade eh causa de uma agonia labirintica. E pode ser dai que nao consigo mesmo saber por onde comecar, mesmo que seja tao claro que eh necessario trabalhar a funcao inferior.

masssss,
devo dizer que passei por este acumulo de conhecimento de uma maneira muito, muito superficial e dai nao pude chegar as suas brilhantes conclusoes.
Parabens, com certeza foi muito util

e claro, vou refazer o teste...rs

obrigada

chutando: uns 51% dos voadores que navegam por essas plagas são exatamente isso: introvertidos (intuição, pensamento, sentimento, sensação. Os outros 49% são intuição, sentimento, pensamento, sensação. Salvo as excessões, que, por descuido, desembarcaram no planeta errado

O chute estará ainda correto se em vez de 51 forem uns 26%

Obrigada novamente por compartilhar seu conhecimento. Estou aqui pensando qual será meu tipo, uma vez que me dou bem no hatha yoga, dificilmente, em uma yoga apenas meditativa, embora seja voltada para dentro. Estou vivendo o mundo das sensações, que deve ser um dos pontos secundários, inclusive, fortalecendo o corpo, uma vez que desenvolvi aptidões mentais fortes. Você é um grande mestre, Lúcio. Grata!

Saravá L.,
Bonito post.

>Aqui, porém, cabe um caveat: as práticas que se deve procurar são aquelas que reforçam a função inferior, não a principal.

É isto mesmo. Sou INFP. Práticas como o Chi Kung Spring Forest caem como luva pra quem tem como função inferior a sensação. Outras práticas não funcionam nadam. Podem até ser contraproducentes. A diferença é enorme!

Este post toca uma questão ESSENCIAL que é quase totalmente negligenciada.

A tipologia em questão não é tão somente uma ferramenta prática e acessível de auto-conhecimento. É também uma ferramenta de auto-aceitação.

Todo templo, Igreja ou Ordem Esotérica que se preze deveria fazer seus alunos passarem por um teste parecido. Adianta MUITA coisa.

[]s,
Kingmob.

Errei. Deu tilt. Estou rebootando. Minha função inferior é pensamento (what the hell!).(Fuck!).

Thanks anyway.
Mais um pecinha do quebra-cabeça se encaixa.

Para o infinito e além!

Pois é, este ENFP que vos fala agora procura algo que equilibre o P... porque de resto, (Oh, insight!) vejo com clareza o extremamente útil uso do Tai Chi... me inscrevo hoje mesmo.

Mas e o perceiving? Como faço para judging?

Eles são discretos
E silenciosos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho
A hora e o tempo
Do seu precioso trabalho...

São pacientes, assíduos
E perseverantes
Executam
Segundo as regras herméticas
Desde a trituração, a fixação
A destilação e a coagulação...

Trazem consigo, cadinhos
Vasos de vidro
Potes de louça
Todos bem e iluminados
Evitam qualquer relação
Com pessoas
De temperamento sórdido

Quais as práticas recomendáveis para cada função inferior?


Pensamento: Gnani Yoga, Vipashyana (Lha Tong), Matemática, Filosofia.

Sensação: Tai Chi, Hatha Yoga, Chi Kung, amplificação do sinal corporal.

Sentimento: Bhakti, Qualquer prática devocional, prática de caridade, oração mental e vocal.

Intuição: Artes Divinatórias, I Ching, Tarot, Runas, Geomancia.

Vocês tem alguma coisa a acrescentar?

abs.
Mob.

Muito bom o post (como sempre);

(*)Os Alquimistas Estão Chegando-Jorge Ben Jor

Sei que serei discriminado, mas de qualquer forma fica a dica, pra quem procura um método que melhor se adequa a vida moderna, onde quase sempre estamos sem tempo pra meditar, praticar yoga, artes marciais etc... indico o Iniciação ao Hermetismo do Franz Bardon, no livro um dos primeiros passos é a confrontação (ou o conhece a ti mesmo) seguido de um intenso trabalho com os elementos (tattwas) que visa atingir o equilíbrio energético/psíquico, o livro consiste basicamente de exercícios (e uma parte teórica beeeem resumida) que podem levar meses, anos ou uma vida inteira pra realizar...

-sem me estender muito, obrigado pelas informações Lúcio... e a dica está dada pra quem ainda não conhece o sistema de auto iniciação do místico tcheco Frabato.

Fiz o teste e deu INFP. É impressionante a precisão da descrição que eu obtive consultando a wikipedia (buscando por INFP).

Uma coisa que percebi que é que minhas respostas de hoje são bem diferentes do que seriam há 10 anos atrás. Digamos que minha vida passou por uma transição nesse período. Penso em executar novamente o teste e (tentar) responder como responderia naquela época.
Acredito que a "categoria" por assim dizer que nos enquadramos muda com o tempo e que, se executarmos o teste digamos a cada 5 anos, podemos perceber (se formos sinceros nas respostas) nosso progresso.

O meu deu INFP

Mas sinceramente me embolei um pouco nessas classificações. Isso quer dizer que tenho que fazer coisas para desenvolver o pensamento? ou a intuição? E qual a minha característica principal, sentimento ou sensação?
Me enrolei AUhAUHa

O meu deu INTP. O que fiquei em dúvida é o que fazer a partir disso... Me perdi um pouco no resultado desse teste.

Salve, Lucio.

Grande post. A idéia de usar essa avaliação como ponto de partida é excelente. Mas estou me sentindo um palmeirense na gaviões da fiel. Meu resultado é ENTJ! E ai fiquei com uma dúvida...

Sou naturalmente introvertido. Minha extroversão é resultado de treinamento árduo durante anos. E aí, como encarar isso? Traço meu mapa pelas caracterísitcas inatas ou pelas efetivas?

Eu refiz o teste duas vezes, querendo que ele me indicasse o tantra yoga como melhor caminho, mas não deu certo. Raios, raios duplos!

:-)

Abraço,

Andrei.

sugestões pro pessoal aí que tem a função sensação muito magrinha. ao chegar ao exercício n. 4 o sujeito pode se considerar definitivamente iluminado.

1 - fritar um ovo
2 - massagear os pés da vizinha
3 - faxina da casa antes de ler este blog.
4 - catar os piolhos dos moradores de rua.

Oi Lúcio! E salve a sincronicidade de novo! Participei um tempo de um grupo de práticas zen budistas da linha rinzai e há poucas semanas acabei me afastando, sem encontrar uma justificativa racional. Estou perdida novamente, sem noção alguma do que buscar. Após este teste descobri que sou ISTJ (devo ser uma chata!)e preciso trabalhar mais a intuição e o sentimento. Fez sentido pois realmente não sinto uma genuína devoção por Buda, ou qualquer outro santo, só a figura de Gandhi me deixa muito tocada. O Kingmob deu algumas sugestões acima, você sugere outras? Ótimo post! Um abraço!

Epahei, Luiza!

Mas qual foi a tua classificação no MBTI? Com ela na mão, pelo menos fica mais fácil saber onde (senão o quê) procurar.

Abs.
L.

Oi, Nana!

>Estou aqui pensando qual será meu tipo, uma vez que me dou bem no hatha yoga, dificilmente, em uma yoga apenas meditativa, embora seja voltada para dentro.

O jeito mais fácil de saber é fazendo o teste. :-)

>Você é um grande mestre, Lúcio.

Valeu, Nana, mas, como tenho 1m60, dificilmente posso ser considerado "grande" (muito menos mestre: também aí me falta altura)... :-)

Bjs.
L.

Salve, Gideon!

>É isto mesmo. Sou INFP.

Suspeitei desde o princípio. :-)

>Outras práticas não funcionam nadam. Podem até ser contraproducentes.

Sim, porque se você fizer uma prática que só reforça a atitude da consciência, pode até se dar muito bem com ela e dominá-la com facilidade, mas vai estar fortalecendo os bloqueios do ego.

>Este post toca uma questão ESSENCIAL que é quase totalmente negligenciada.

Pois é, existe uma atitude generalizada de que o que é bom para os Estados Unidos também é bom para o Brasil: o cabra descobre ou cria um método, fica maravilhado com os resultados e sai por aí achando que ele é de aplicação universal. Na pior das hipóteses, isso gera uma postura meio testemunhajeovística de proselitismo. E se alguém experimenta o método e não obtém resultados tão maravilhosos, invariavelmente se diz que a culpa é dele, que ele não soube fazer direito, não se esforçou o suficiente e sei lá o quê. Mas não é isso. O que é bom para os Estados Unidos é bom para os Estados Unidos. O que é bom para o Brasil é bom para o Brasil. :-)

>A tipologia em questão não é tão somente uma ferramenta prática e acessível de auto-conhecimento. É também uma ferramenta de auto-aceitação.

De fato. É bom saber que apito você toca antes de saber que apito você quer tocar.

>Todo templo, Igreja ou Ordem Esotérica que se preze deveria fazer seus alunos passarem por um teste parecido.

Mas só vai adiantar se eles tiverem um amplo leque de métodos, capaz de cobrir todas as alternativas. O que nem sempre é o caso. :-)

Abs.
L.

>Minha função inferior é pensamento (what the hell!).(Fuck!).

É, o oposto do sentimento é o pensamento. Mas o oposto da intuição (N) é a sensação.

Salve, Aldhabran!

>Mas e o perceiving? Como faço para judging?

Desconfio que, se você desenvolver a sensação (que é o oposto do N na tua classificação), isso vem por acréscimo, porque vai inevitavelmente criar um foco na percepção sensorial. Como você é extrovertido, é possível que você se dê bem com magia ritual ou qualquer tipo de cerimônia ou atividade rica em detalhes sensoriais, cores, formas, sons, perfumes, etc.

(Sim, eu sei, teoricamente, seria de esperar o contrário, que uma pessoa extrovertida devesse procurar atividades introvertidas. Mas, comigo, pelo menos, isso não funcionou: sou introvertido e, no entanto, cerimônias extrovertidas nunca tiveram muito resultado pra mim; em compensação, meditações proprioceptivas funcionaram que é uma beleza.

Eu precisaria ter outros resultados pra comparar, mas tenho a impressão de que o princípio que mencionei no post talvez não se aplique inteiramente à orientação introvertida/extrovertida. Ou talvez se aplique de alguma outra forma que eu ainda não groquei.)

Abs.
L.

>Vocês tem alguma coisa a acrescentar?

Acho que é por aí mesmo. Só não sei se eu restringiria a oração à função sentimento, porque existem diferentes maneiras de se orar. A função sentimento é mobilizada por aquele tipo de oração fervorosa, emocional, intensa, meio "renovação carismática". Mas, por exemplo, Santo Tomás de Aquino (que, com Aristóteles, é a encarnação mais perfeita da função pensamento) tem um texto sobre o Pai Nosso em que ele esmiuça racionalmente o significado da oração frase a frase. Eu uso (pouco, mas uso) a oração como forma de focalizar a consciência nos padrões arquetípicos de Hokmah (o Pai Nosso) e Binah (a Ave Maria). E também se pode deixar levar pelo ritmo, pela musicalidade, pela poesia das frases, que seria o estilo da função sensação.

Mas, de modo geral, a tua lista é ótima, passa bem a idéia de qual tipo de prática serve a cada função.

Valeu, KingMob!

Abs.
L.

>Sei que serei discriminado

Discriminado por quê, Tiago? O Franz Bardon é uma excelente fonte, altamente recomendável, sobretudo porque coloca a ênfase na prática concreta. O fato dele ter se recusado a colocar seus conhecimentos a serviço dos nazistas, o que lhe valeu ser enviado para um campo de concentração, demonstra uma integridade que só aumenta o seu valor. Os livros dele são fáceis de encontrar na Internet, o que é outro ponto positivo. Ótima dica!

Abs.
L.

>Acredito que a "categoria" por assim dizer que nos enquadramos muda com o tempo e que, se executarmos o teste digamos a cada 5 anos, podemos perceber (se formos sinceros nas respostas) nosso progresso.

Ah, sim. O ideal é alcançar o equilíbrio entre as funções, de modo que variações nas respostas com o tempo ajudam a mapear o quanto nos aproximamos (ou nos afastamos!) desse equilíbrio.

Abs.
L.

Salve, Hugo!

>O meu deu INFP
>Mas sinceramente me embolei um pouco nessas classificações. Isso quer dizer que tenho que fazer coisas para desenvolver o pensamento? ou a intuição? E qual a minha característica principal, sentimento ou sensação?
>Me enrolei AUhAUHa

INFP significa que você é introvertido, com uma atitude mais perceptiva do que avaliadora. A tua função principal é a intuição e a tua função secundária é o sentimento. Consequentemente, as tuas funções inferiores, aquelas que você teria de desenvolver, são a sensação e o pensamento.

Abs.
L.

Fala, Lupo!

>O meu deu INTP. O que fiquei em dúvida é o que fazer a partir disso... Me perdi um pouco no resultado desse teste.

É quase a mesma que a minha, com a diferença de que você tem uma atitude mais perceptiva, enquanto eu sou mais avaliador. Com isso, suponho que o tipo de abordagem que eu emprego também poderia ser útil pra você: meditação proprioceptiva, visualização, trabalho com os sonhos, etc.

Abs.
L.

bom, demorei pra responder porque queria fazer o teste mais de uma vez... moram algumas pessoas dentro de mim e uma delas, a que aparece na TPM, estava no comando naquele momento, a despeito de metodos e metodos para destitui-la para sempre.

Alem disso, dediquei os primeiros ceticos 35 anos da minha vida a uma visao cientifica-altruista do mundo, mas nos ultimos cinco anos mudei de rumo e diria que agora desenvolvo uma visao mistica e auto centrada, acima de tudo, sem esquecer meus antigos principios.
Sei que eh bem chato ficar lendo sobre a vida dos outros, mas minha intencao eh mostrar a dificuldade em encontrar resposta para uma pergunta que me persegue todos estes anos: como expandir-se, alcancar Eu-superior, Saga, esas coisas....

qdo fiz o teste uns tres atras era INTJ, com os numeros todos por volta de 50

agora , num primeiro momento sou ENFP,

mas lendo melhor as questoes e procurando algumas palavras no dicionario sou INFJ

depois de ler e reler as interpretacoes, (se eh que entendi bem), devo admitir:
1- algumas questoes sao muito dificeis de responder, porque meu comportamento oscila
2- sou extrovertida- considerando o conceito de fluxo de energia - 51% do tempo, por isso a variacao
3- sou intuicao e pensamento com certeza
4- em ambas analises a funcao inferior eh sensacao
5 - jah sabia tudo isso mas,
6 - nunca tive o brilhante insight de usar este metodo como guia.

(entre parenteses): Hah alguns meses, em um seleto grupo de estudos que estava formando com algumas pessoas, foi sugerido que fizesemos atividades em grupo que estao entre as que nao suporto fazer! Eu aceitei, topei, e respondi "Ok, se acho isso tudo tao chato eh porque esse deve ser meu caminho mesmo...rs" Mas por fim o grupo nao foi pra frente.
Tudo isso pra dizer que cheguei bem perto desta resposta - e talvez por isso ela faca tanto sentido para mim - mas nunca cheguei no insight do L.

queria enfatizar que o que perguntei para o L. jah havia perguntado para um Mestre Sufi, para um Mago hermetico, para o Grao-Mestre de uma Ordem hermetica, para um pai-de santo, para um Exu, pra muita gente sem titulo que considero sabia e todos generosamente, como Lucio compartilharam seu conhecimento com a minha busca. Cada um sugeriu seu metodo, mas ainda nao abracei nenhum deles completamente, com o pretexto de nao ter a resposta certa.

Em ultima analise, nao tenho mais desculpas para deixar a Persona no comando do meu Eu. Tenho mais eh que agir.

obrigada

Luiza

Saravá, Andrei!

>A idéia de usar essa avaliação como ponto de partida é excelente.

Eu só gostaria que ela tivesse me ocorrido antes de gastar anos dando cabeçadas a esmo... :-)))

>Mas estou me sentindo um palmeirense na gaviões da fiel. Meu resultado é ENTJ!

Uai, tirando a orientação extrovertida, é o mesmo que o meu...

>Sou naturalmente introvertido. Minha extroversão é resultado de treinamento árduo durante anos. E aí, como encarar isso? Traço meu mapa pelas caracterísitcas inatas ou pelas efetivas?

Suponho que você tem que levar em conta a tua orientação natural. Desenvolver uma orientação extrovertida já pode ser considerado como parte do trabalho de compensar a orientação natural.

>Eu refiz o teste duas vezes, querendo que ele me indicasse o tantra yoga como melhor caminho, mas não deu certo. Raios, raios duplos!

Mas se você é NT, então o tantra é uma boa aposta! :-)
Falando sério, o foco do tantrismo está nas sensações e emoções (não só sexuais!), é um santo remédio pra tipos intuição-pensamento...

Abs.
L.

Saravá.
>Minha função inferior é pensamento (what the hell!).

O espanto foi porque este foi um gigantesco insight.

De fato eu sempre pensei muito, mas nunca consegui basear minhas decisões ou visão de mundo no pensamento embora alguma coisa me levasse a tentar isto constantemente.

É bom saber que não há nada de errado em basear as decisões de vida no sentimento, e tão bom quanto saber que o impulso para desenvolver o pensamento não só é válido como essencial para a prática.

Outro insight aqui é saber que o sentimento (ou função superior) deve ser tratado como um ser maduro, desenvolvido, enquanto que o pensamento (ou função inferior) deve ser tratado como uma criança no jardim de infância, ainda em desenvolvimento, sem a mesma facilidade de tomar as rédias da própria vida.

Se não me falha a memória é justamente a função inferior que dá maior acesso ao inconsciente. Não há algo parecido com isto?

abraços,
Kingmob.

Ô Luiza, vamos trocar de lugar por uns tempos, somos exatos opostos!!!! :-D

Olá malprg.
De certa forma já trabalho com o campo dos sonhos. Não sei se você já ouviu falar de sonhos lúcidos. São sonhos onde você tem a consciencia de estar sonhando, então tem mais controle, além de poder fazer coisas divertidas como voar, fazer sexo, etc etc etc.
Sempre anoto meus sonhos e tento chegar a alguma conclusão interpretativa deles.Indico que leia sobre sonhos lúcidos, acho que vai gostar. Abraços e parabéns pelo belíssimo post!!!

Mas tenho uma dúvida: Me sinto bem avontade trabalhando nesse campo dos sonhos. Pelo que entendi, era para não nos sentirmos tão a vontade, pois estamos trabalhando com um lado inferior de nossa personalidade. Desde sempre fui muito interessado e curioso por sonhos, e venho lendo e praticando nesse campo a quase um ano.

Oi, Lisa!

>O Kingmob deu algumas sugestões acima, você sugere outras?

Como você é ST (sensação-pensamento), provavelmente o mais aconselhável seriam atividades que mobilizassem a intuição e o sentimento. Trabalhar com mitologia ou com os arcanos do Tarô (como sugeriu o KingMob) pode ser uma boa.

Abs.
L.

Oi, Luiza!

Aquele INTJ que deu lá no começo e o fato de você não encontrar em lugar nenhum o que está procurando sugere que talvez você seja daqueles que precisam criar o seu próprio caminho, em vez de se apoiar em práticas pret-a-porter. Tenta estabelecer um diálogo com o inconsciente via imaginação ativa e vê o que ele sugere.

Abs.
L.

>O espanto foi porque este foi um gigantesco insight.

É, eu conheço bem a sensação. Acabei de ter um insight parecido, mas na direção oposta: ontem à noite, eu me toquei que, embora a minha função inferior propriamente dita (a sensação) esteja bem encaminhada (não desenvolvida, mas encaminhada), eu negligenciei quase completamente a minha função inferior auxiliar, que é o sentimento, e que é fundamental fazer alguma coisa quanto a isso antes de poder dar o próximo passo. Foi uma verdadeira epifania. Claro que o que fazer é que são elas... Mas ah, bem, uma epifania de cada vez. :-)

Abs.
L.

Salve, Hugo!

Conheço sonhos lúcidos, sim. Ultimamente, venho começando a fazer algumas experiências com o ioga dos sonhos tibetano, que tem a vantagem de ser uma abordagem prática, e não interpretativa, que é exatamente o que eu preciso. Tipos NT costumam se sair bem com a interpretação. É o trabalho não-interpretativo que são elas, o deixar a imagem agir sobre você no nível da percepção e do sentimento. Mas os sonhos lúcidos têm um bom potencial pra isso.

Abs.
L.

Tenta estabelecer um diálogo com o inconsciente via imaginação ativa e vê o que ele sugere.

pode me dizer algo mais sobre isso?

obrigada mais uma vez

Oi, Luiza!

Dá uma olhada aqui.

Abs.
L.

Sabe onde eu possa encontra material bom sobre ioga dos sonhos? Pq ja tenho sonhos lúcidos com alguma frequência, e queria saber da diferença entre SL e o dito yoga. Abraços!

Fala, Hugo!

Pode-se dizer que a ioga dos sonhos começa onde a pesquisa com sonhos lúcidos da psicologia ocidental termina. Além de métodos pra se alcançar a lucidez em sonhos, ela inclui uma série de práticas e técnicas meditativas pra se fazer dentro do sonho lúcido. Não sei se tem material disponível na Internet porque nunca pesquisei, mas um livro excelente sobre o tema, com explicações simples e uma saudável postura no bullshit, é o The Tibetan Yogas of Dream and Sleep, de Tenzin Wangyal Rinpoche, que eu uso como referência e recomendo bastante.

Abs.
L.

'Dream Yoga and the Practice of Natural Light'
- Namkhai Norbu (autor)

(acho que tem em versao pdf...segue links)
http://www.gigasize.com/get.php/3195705561/Dream
_Yoga_and_the_Practice_of_Natural_Light_-_Namkhai_Norbu.zip

(tem um maluco que disponibilizou outros pdf´s)
http://www.torrentreactor.net/torrents/496282/Massive-Ebook-Download

-Tr0ll

> É quase a mesma que a minha, com a diferença de que você tem uma atitude mais perceptiva, enquanto eu sou mais avaliador. Com isso, suponho que o tipo de abordagem que eu emprego também poderia ser útil pra você: meditação proprioceptiva, visualização, trabalho com os sonhos, etc.

Valeu, Lucio! Realmente, são esses métodos que mais funcionam pra mim :-)

Para quem precisa trabalhar a função pensamento como eu, tem uma prática muito boa, dos monges medievais católicos chamada Lectio Divina.

Consiste na meditação e ruminação de frases da Bíblia e dos escritos dos santos. Pode ser adaptada para qualquer sistema de crenças: Islã(Alcorão), Israel(Torá), Thelema (Livro da Lei), etc.

É uma prática esquecida, negligenciada. Talvez por ter surgido na nossa própria tradição, e não portar o exotismo e a promessa das práticas orientais.

É difícil acreditar, mas há pessoas especiais que praticam o Catolicismo de verdade. Sempre é uma surpresa.... e para falar sem orgulho uma surpresa boa.
[]s,
Kingmob.

Saravá, Lúcio!

Eu sou INTJ também... Acho que isso explica minha simpatia pelo Franco-Atirador... :-)

Bom, pelo menos é o que disse um teste que fiz pela net. Não sei se o mesmo é confiável ou não, mas acho que ele não está muito longe da verdade. Também desconfiava que o meu teste fosse dar isso (e aqui, faço minhas as suas palavras: ter a intuição como função principal tem de servir pra alguma coisa, certo?)

O problema da minha busca espiritual é que sou muito racional e literal e, como você já deve ter percebido, busco um caminho espiritual que diga textualmente e já de cara que não existem coisas como "deuses", "vida após a morte", "espíritos", "castigo divino", "reencarnação", etc. Ou então, que diga com todas as letras que essas coisas são meramente simbólicas. E como está sendo FODA encontrar tal caminho... Afinal, é só um sistema esboçar o mínimo de crença em qualquer dessas coisas para eu jogá-lo na lata do lixo (sim, comigo é 8 ou 80).

Estou lendo algumas coisas de Krishnamurti pra ver qual é... Por enquanto, estou gostando. Vamo ver se ele tem o que procuro, ou se vai ser mais uma decepção.

Tô achando que o meu caminho é fazer o que aquele "sábio" general-presidente disse uma vez: dar um tiro no coco... Já que nem mesmo o ceticismo a la Dawkins e Sagan me preencheu!

Abs.
Guto!

O Guako colocou num outro post: "relaxa e goza".

Te digo, Guto:
Relaaaaaxa, e GOOOOOOOOOOOOOOOZAAAAAAAAAHHHHHhhhhhhh...

Trabalhar a mente é legal e tals, mas tem hora que o negócio é botar o plugue no circuito energético (do jeito que você preferir) e dar uma des-re-carga daquelas, voltar novo em folha, e começar tudo de novo, de um jeito diferente, igual ou whatever.
Tantra taí pra isso. :-)

>Tantra taí pra isso. :-)

:-))))

Cheers, Malprg.

>E há os que, como yours truly, preferem combinar elementos de todas as fontes (im)possíveis e (in)imagináveis para construir seu próprio caminho, feito sob medida para atender a suas necessidades individuais.


Vê se eu entendi bem. O que vc faz e talvez proponha é usar os ensinamentos e práticas das religiões e tradições espirituais apenas como modelos modeláveis e fluidos. E não como objetos externos acabados que tenham realidade objetiva e válida para todos.

Seria como se realmente cada homem e cada mulher fizesse jus a fundar sua própria religião.

Mas este não seria o ápice da individualidade, caro Malprg? Fundar a própria religião?

E este ápice não conteria individualidade demais para uma só pessoa? Não seria um peso e tarefa grandes demais fundar uma eternidade individual?

Para onde iriam os apoios do senso comum, da unidade de pensamento e sentimento com os demais homens? O apoio das crenças e instituições em comum?

Esta proposta é obscena.
É uma proposta de uma individualidade que vai além da individualidade construída com o insumo do coletivo.

E uma proposta de morte.
Sim, num primeiro momento uma proposta de morte radical. Sim, agora eu entendo.

E não há apoios ou garantias de qualquer espécie; há, isto sim, um coração pulsando forte e ocasionais lampejos de energia que flui mostrando um possível caminho.

Alma, Deus, Fé, Amor, Salvação nada disto está pronto e acabado esperando para ser consumido como num supermercado, Malprg.

É a gente que tenta construir assoprando o barro com sangue, suor, lágrimas e palavras, Malprg.

É a gente. É a gente.

Abraços,
Kingmob.


Salut, meu caro Advogado do Diabo! };-)

>Vê se eu entendi bem. O que vc faz e talvez proponha é usar os ensinamentos e práticas das religiões e tradições espirituais apenas como modelos modeláveis e fluidos. E não como objetos externos acabados que tenham realidade objetiva e válida para todos.

É o que eu faço, mas não o que eu proponho. Seria mais correto dizer que é uma sugestão que pode ser útil para os que não estão satisfeitos com nenhuma tradição estabelecida.

>Mas este não seria o ápice da individualidade, caro Malprg?

Não é esse o propósito da individuação? :-) Contanto que não se confunda a individualidade com o ego, that's ok.

>Fundar a própria religião?

"Fundar a própria religião" é uma frase de efeito. É legal e eu até uso de vez em quando, mas não quer dizer realmente nada. Em termos menos grandiloquentes, seria simplesmente cada um encontrar o caminho mais adequado para si.

>E este ápice não conteria individualidade demais para uma só pessoa? Não seria um peso e tarefa grandes demais

Se alguém achar que é peso demais, então obviamente não é o caminho mais adequado pra ele. Nesse caso, seria mais saudável procurar um nicho em alguma tradição pré-existente. Forçar uma ovelha a se desgarrar é tão cruel quanto obrigar um lobo da estepe a seguir o rebanho.

>fundar uma eternidade individual?

Não existe essa coisa de "eternidade individual". A eternidade é a eternidade, ponto. Individuais são os caminhos que levam a (ou para longe d)ela.

>Para onde iriam os apoios do senso comum, da unidade de pensamento e sentimento com os demais homens?

Ah, eles continuariam muito bem, obrigado. Funcionariam até melhor, porque o sentimento de comunhão nasceria do reconhecimento da nossa humanidade comum, e não da imposição de um conjunto de crenças e valores que somos obrigados a compartilhar para sermos aceitos na turma.

>O apoio das crenças e instituições em comum?

Você parece achar que cada um se tornaria uma mônada totalmente fechada e incomunicável quando, na verdade, o que se teria é uma pluralidade de perspectivas que se enriqueceriam mutuamente. Meu caminho pode não ser o teu caminho, mas talvez eu tenha uma ou duas coisinhas que, com as devidas adaptações, podem ser úteis pra você, e vice-versa.

>É uma proposta de uma individualidade que vai além da individualidade construída com o insumo do coletivo.

É a individualidade, ponto. Uma identidade construída com o insumo do coletivo não é uma individualidade, é uma identidade construída com o insumo do coletivo. :-)

>E uma proposta de morte.

"Transformação" seria um termo melhor. Você sabe, algumas pessoas têm dificuldade em grocar o sentido metafórico das palavras. :-)

>E não há apoios ou garantias de qualquer espécie

Nunca há. Mesmo quando você segue uma religião institucionalizada e frequenta o culto todos os domingos e nunca se esquece de suas orações, ainda assim, continha não havendo qualquer garantia.

>há, isto sim, um coração pulsando forte e ocasionais lampejos de energia que flui mostrando um possível caminho.

Ok, a minha configuração NT tem arrepios ao ouvir falar em "coração pulsando forte" mas, até onde eu consigo entender com a minha função sentimento inferior, eu diria que é isso aí. :-)

>Alma, Deus, Fé, Amor, Salvação nada disto está pronto e acabado esperando para ser consumido como num supermercado

Pra muita gente, até está. Mas pra muita gente, não tá.

>É a gente que tenta construir assoprando o barro com sangue, suor, lágrimas e palavras

Isso é verdade pra qualquer caminho espiritual: institucionalizado ou improvisado, novo ou tradicional. Sangue, suor e lágrimas são a única matéria prima da coisa toda. Até as palavras são secundárias. Mas sem os outros três (que você também poderia chamar de enxofre, mercúrio e sal), não se faz nada.

Abs.
L.

Caraleo.

Eu entendia pq esse blog era viciante, mas agora, cada vez mais. Até os comentários são foda! L., posso fazer perguntas toscas de iniciante?

1. O meu deu ENFP, isto é, Extraverted iNtuitive Feeling Perceiving. O que afinal significa? Li tua dica pro Aldhabaran e, realmente, rituais me atraem muito mais - não é coincidência eu ter sido católico praticante por um tempo - do que reflexões isoladas, que eu nunca consigo manter. Mas não seria isso mesmo? Não seria reforçar o "outro lado"? Pra mim é fácil participar de algo ritualístico (muito embora nunca coloque fé realmente) e interiorizar é simplesmente... FODA.

2. Outra: você começa com "Pensamento, Sentimento, Sensação (ou Percepção) e Intuição" e depois passa para a classificação MBTI, mas eu me perco na "tradução" de um para o outro. Tabelas? Leitura recomendada?

3. No começo você fala da dúvida do caminho. Passei por uma criação intensamente católica enquanto minha mente infantil/juvenil ansiava por magia, por experiências além do comum/real. Fiquei adolescente pra perder a fé em qualquer coisa e para, depois, ter uma fé meio atada com a política, com o social... para então desbancar em um espiritualismo turbinado por "Profecia Celestina" e semelhantes, depois budismo... para enfim virar um cínico. Que é onde me encontro.

Como saber que EXISTE um caminho, uma solução? E se a solução, o caminho, for justamente a busca, o conhecimento das várias tradições, escolas, rituais, ideais existentes?

Eu acho que a resposta para isso está naquilo que eu busco, de saída, mas ainda assim queria "ouvir" de você.

Abraço e obrigado pelo conteúdo sempre relevante (este me fez pensar por dias).


Saravá, Fernando!

>L., posso fazer perguntas toscas de iniciante?

Essas são as melhores. Os zen-budistas têm tratados inteiros louvando a "mente de principiante" e recomendando enfaticamente que a gente nunca perca essa postura. Agora, se eu vou saber responder, já são outros quinhentos... :-)

>1. O meu deu ENFP, isto é, Extraverted iNtuitive Feeling Perceiving. O que afinal significa?

Função principal: intuição extrovertida.
Função secundária: sentimento introvertido.
Função terciária: pensamento extrovertido.
Função inferior: sensação introvertida.

>Li tua dica pro Aldhabaran e, realmente, rituais me atraem muito mais - não é coincidência eu ter sido católico praticante por um tempo - do que reflexões isoladas, que eu nunca consigo manter. Mas não seria isso mesmo? Não seria reforçar o "outro lado"?

Não, essa atração pelo ritual é exatamente o que seria de esperar de quem tem a sensação como função inferior. Note que, como você mesmo diz, o que te atrai no ritual não é a fé, que seria uma função do sentimento. O que te mobiliza provavelmente é o ambiente sensorial criado pelos rituais. Mas, ao mesmo tempo, você mostra que essa abordagem não é inteiramente satisfatória, e eu sugeriria que isso acontece porque a tua função sensação é introvertida, enquanto que o cerimonial é extrovertido. A missa católica, por exemplo, coloca o sujeito na posição de espectador - espectador participante, por certo (afinal, é um espetáculo interativo :-D), mas ainda assim, espectador.

Talvez uma saída pra você fosse tentar algum tipo de exercício ou ritual que envolvesse uma participação mais pessoal, uma imersão subjetiva na prática, como o hatha ioga, tai chi ou (no pólo oposto) coisas como a umbanda ou o candomblé.

>2. Outra: você começa com "Pensamento, Sentimento, Sensação (ou Percepção) e Intuição" e depois passa para a classificação MBTI, mas eu me perco na "tradução" de um para o outro. Tabelas? Leitura recomendada?

Além, obviamente, do Tipos Psicológicos do Jung, e do livrinho da Marie-Louise von Franz e do James Hillman (A Tipologia de Jung), não conheço muito mais coisa em português. Tinha um livro do Daryl Sharp, mas está esgotado. Também tem um punhado de livros sobre a aplicação da tipologia de Jung nas empresas mas, como eu nunca li, não sei se são bons. O livro da Isabel Myers, Ser Humano é Ser Diferente, chegou a sair em português, pela Ed. Infinito (1997), mas esgotou. Talvez fuçando em sebos como o Traça ou a Estante Virtual você encontre.

Agora, em inglês, tem uma caralhada de títulos, tanto sobre a tipologia de Jung quanto sobre o MBTI. Um que eu recomendo é Personality Type - An Owner's Manual, de Lenore Thomson, que é claro, cheio de informações úteis e tem várias tabelas, como você pediu. :-)

Por outro lado, se você não quiser morrer grana nisso, um bom ponto de partida é o verbete sobre o MBTI da Wikipedia, que é uma explicação sucinta mas informativa e fornece uma boa bibliografia, links, além de remeter para verbetes específicos sobre cada tipo (o teu, por exemplo, tá
aqui
).

>3. No começo você fala da dúvida do caminho. Passei por uma criação intensamente católica enquanto minha mente infantil/juvenil ansiava por magia, por experiências além do comum/real. Fiquei adolescente pra perder a fé em qualquer coisa e para, depois, ter uma fé meio atada com a política, com o social... para então desbancar em um espiritualismo turbinado por "Profecia Celestina" e semelhantes, depois budismo... para enfim virar um cínico. Que é onde me encontro.

Exceto pela educação católica (da qual, felizmente, eu escapei), você descreveu uma trajetória bem parecida com a minha. Eventualmente, acabei chegando a uma síntese dialética de todos esses momentos, que é a postura que eu exprimo aqui no blog. Mas essa atitude se desenvolveu espontaneamente, apenas sendo honesto tanto com a necessidade interior que me fazia buscar alguma coisa quanto com as dúvidas que se levantavam contra essa busca.

Em bom junguianês, se você suportar por tempo suficiente o conflito entre os opostos, sem tentar forçar uma solução extemporânea, o próprio entrechoque vai constelar a função transcendente, que reconcilia os opostos, transformando-os numa terceira coisa que é a síntese entre eles.

No meu caso, essa síntese foi uma espécie de relativismo místico, formado por partes iguais de ceticismo, pragmatismo e espiritualismo. Você pode chegar a uma resposta completamente diferente. O importante é deixar essa resposta brotar por si mesma no momento certo, sem tentar apressá-la ou sufocá-la (o que acontece muitas vezes, quando a resposta não combina com as expectativas do ego).

>Como saber que EXISTE um caminho, uma solução?

Honestamente? Você não sabe. É uma questão de fé. Não fé em Deus ou em qualquer entidade específica, mas fé no processo: confiar que existe um processo de desenvolvimento interior, que se desenrola no seu próprio ritmo. E, vai por mim, não é fácil manter essa confiança. Muitas vezes, você acha que tudo não passa de uma colossal perda de tempo. Mas, se fosse mesmo perda de tempo, você conseguiria jogar tudo pro alto, parava de se preocupar com essas questões e ia simplesmente viver a vida. Curiosamente, para algumas pessoas, esse "viver a vida" é o processo de desenvolvimento delas. Para outras não, elas têm uma espécie de inquietação metafísica que, se forem honestas consigo próprias, não as deixa ignorar essas questões espirituais. Imho, o essencial é isso: saber reconhecer exatamente o que o processo pede de você - mergulhar no estudo de várias tradições, se trancar no quarto pra meditar ou ir jogar frescobol na praia - e responder a isso da maneira mais adequada possível.

> E se a solução, o caminho, for justamente a busca, o conhecimento das várias tradições, escolas, rituais, ideais existentes?

"Caminhante, não há caminho
O caminho se faz ao caminhar" (Antonio Machado)

Abs.
L

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