Efeito Borboleta
Às vezes é uma palavra, às vezes basta um pensamento não-verbalizado, mas que encontra seu caminho num gesto ou num olhar, numa sobrancelha arqueada, no tremor inoportuno da voz. Uma vida inteira pode ser definida, decidida, destruída por elementos tão sutis que passarão despercebidos mais tarde, quando a gente tentar reconstituir os fatos para entender de onde foi que a merda veio. São coisas que os historiadores não registram, os memorialistas esquecem e os psiquiatras ignoram.
Quando você olha em volta, tem uma carta de demissão em cima da mesa, o casamento desmoronou, uma guerra foi declarada. O fim do mundo, anunciado não pelo estrondo das trombetas, nem sequer por um sussurro, mas por um suspiro, pelo apito inaudível que apenas os cães percebem. Mas que é o apocalipse, disso ninguém pode duvidar. As pilhas de cadáveres que se amontoam nas esquinas, as montanhas vomitando fogo e enxofre, estrelas caindo do céu, a parafernália toda, testemunham que as coisas nunca mais serão as mesmas, e isto na hipótese otimista de que sobrarão coisas para ser. E tudo isso começou com um redemoinho quase imperceptível, no canto da borda da poça d’água pisada por um tênis com um furo microscópico na bota, calçado por um pé ligeiramente chato e uma meia que começa a desfiar. Pairando sobre a cena, com um olhar inescrutável que não deixa adivinhar o quanto ela sabe, uma borboleta bate as asas sobre Tóquio, à espera do terremoto em San Francisco.
Talvez, no momento em que você estiver lendo isto, uma supernova vaporize nosso planeta. Talvez. Vendo por esta perspectiva, muitas coisas mudam de valor. (Talvez tenha viajado demais!) Excelente post!
Posted by: Reverendo Johnny P. | 10-03-2008 at 22:23
Eu li e a super nova não veio. Ufa
Mauhuhauha
Acho muito legal esse assunto de efeito borboleta. Nunca li nada muito profundo sobre o assunto, mas acho que é auto-explicativo. Ou não.
Posted by: Hugo | 10-03-2008 at 22:51
>Eu li e a super nova não veio.
Você tem CERTEZA disso? }:-D
Posted by: Aldhabaran | 11-03-2008 at 09:32
>Talvez, no momento em que você estiver lendo isto, uma supernova vaporize nosso planeta.
- cara bem que eu senti um arrepio pouco natural quando li (rsrsrs), mas quando a radiação passou e eu morri, a conciencia que é um parasita da mente, deu um salto feito um piolho para outra realidade paralela, onde um individuo muitissimo parecido comigo 9de fato era eu, mas não o outro eu) sonhava com uma supernova (ou era uma borboleta?!)...dai meu cérebro primitivo acordou de manhã com uma ilusão de continuidade temporal e... pronto tudo não passou de um sonho e o mundo não acabou ainda (mas passou perto).
-Tr0ll
Posted by: tiagotroll | 11-03-2008 at 10:17
Esse blog é excelente pq os comentários valem tanto quanto o texto em si.
Eu já fiquei pensando no super-acelerador de partículas em término lá na Europa. E se eles criam um buraco negro que sugue nosso planetinha e...
Posted by: Fernando S. Trevisan | 11-03-2008 at 14:52
Leio o post e o que Pensar? Num tem jeito mesmo. Só a gente para resolver, saber das coisas que acontecem com a gente (inside). O cara vai aos alcoólatras anônimos e a primeira coisa que ele ouve é: Somente você mesmo pode mudar ``você.´´ Tão somente você, é a única salvação de si mesmo. E todas as leituras de auto-ajuda, e todos os exemplos de pessoas vencedoras falam: Arrisque, não tema, arrisque. E quais as chances de você cometer um erro ao arriscar-se? Tem que analisar bem antes a manobra, pois a causa tem seu efeito. Essa dos ``psiquiatras ignoram´´ well, eles enrolam pra caramba antes de acabar falando a primeira frase que é dita no A A. O que todos livros de auto-ajuda dizem. Só você por você.
[]´s
Posted by: Mcnaught | 11-03-2008 at 18:38
>Talvez, no momento em que você estiver lendo isto, uma supernova vaporize nosso planeta.
Num piscar de olhos: depois que a estrela atinge o limite de Chandrasekhar, bastam uns poucos segundos pra ela entrar em colapso e explodir. A borboleta não vai nem saber o que a atingiu. :-)
Posted by: Malprg | 11-03-2008 at 19:22
>Eu li e a super nova não veio.
Faço minhas as palavras do Aldhabaran: como é que você sabe? :-)
>Acho muito legal esse assunto de efeito borboleta. Nunca li nada muito profundo sobre o assunto, mas acho que é auto-explicativo. Ou não.
Efeito Borboleta é o nome popular de uma situação de dependência sensível das condições iniciais. Serve pra designar qualquer grande mudança no comportamento de um sistema causada por uma variação mínimia nas condições iniciais - por exemplo, uma borboleta bate as asas em Tóquio e isso gera uma reação em cadeia que acaba provocando um furacão do outro lado do mundo (no texto saiu terremoto em vez de furacão, não sei por quê: não questiono as razões da musa :-D).
O Ray Bradbury explora o tema num de seus contos mais famosos, "Um Som de Trovão". O engraçado é que o conto foi escrito muito antes da expressão Efeito Borboleta e, no entanto, a causa da mudança também tem a ver com uma borboleta. Vai entender.
Abs.
L.
Posted by: Malprg | 11-03-2008 at 19:30
>- cara bem que eu senti um arrepio pouco natural quando li (rsrsrs), mas quando a radiação passou e eu morri, a conciencia que é um parasita da mente, deu um salto feito um piolho para outra realidade paralela, onde um individuo muitissimo parecido comigo 9de fato era eu, mas não o outro eu) sonhava com uma supernova (ou era uma borboleta?!)...dai meu cérebro primitivo acordou de manhã com uma ilusão de continuidade temporal e... pronto tudo não passou de um sonho e o mundo não acabou ainda (mas passou perto).
Segundo algumas especulações, a consciência faz isso o tempo todo, se deslocando entre diferentes realidades alternativas. Mas, como pra ela a realidade em que está é sempre a realidade, a consciência não se apercebe disso...
Posted by: Malprg | 11-03-2008 at 19:32
>Eu já fiquei pensando no super-acelerador de partículas em término lá na Europa.
Rá! Você precisa terminar de ler o Evangelisti, Fernando...
Posted by: Malprg | 11-03-2008 at 19:34
>Somente você mesmo pode mudar ``você.´´
Agora falou tudo, Mcnaught. :-)
Posted by: Malprg | 11-03-2008 at 19:35
O Efeito Borboleta me faz pensar no princípio da entropia (uma lei da termodinâmica) que diz o seguinte:
"Tudo tende ao caos a menos que haja um esforço organizador".
Apenas para explicar um pouco, tudo tende ao caos porque o número de possibilidades caóticas é muito maior do que o número de possibilidades organizadas e, se escolhermos uma probabilidade ao acaso, ela muito provavelmente será desorganizada.
Ou em outras palavras: se jogarmos as peças de um quebra-cabeças para cima e deixarmos as peças cairem no chão ao acaso, muito provavelmente o quebra-cabeças não estará montado no final.
Ou seja, tudo tende ao caos. A menos que... haja um esforço organizador. Este é o princípio da entropia completo.
É preciso verificar e avaliar a realidade por si próprio para se definir se o que se percebe é caos ou organização.
Pessoalmente percebo o caos mas também percebo beleza, principalmente quando olho para a natureza, mas também nas realizações humanas podemos perceber realizações que vencem o caos. Por exemplo, quando Mahatma Ghandi conseguiu libertar a Índia através da resistência passiva. Certamente as gerações futuras vão olhar com ceticismo quando ouvirem esta história, como se isso não fosse possível. Aliás isto ocorre agora.
Mesmo considerando o esforço humano para destruir a natureza, o universo tem 14 bilhões de anos, a Terra tem em torno de 4 bilhões e a história humana tem apenas alguns milhares de anos. Não há como afirmar que todo o processo é caótico apenas por causa do caos causado pelo ser humano na pequena fração de tempo que tem existido na Terra. Seria julgar o todo por uma parte.
Tudo isto que disse é apenas para justificar duas coisas. A primeira é que o princípio da Entropia está correlacionado com o Efeito Borboleta. A segunda é que, oposto ao princípio da Entropia, e creio eu que mais forte, há um esforço organizador, ou seja: um princípio organizador.
Arriscando um paralelo entre os dois princípios, eu diria que:
- a entropia revela uma deterioração em relação ao tempo, e o princípio organizador tem em si verdades universais, constantes em todo o lugar e em todo tempo.
- a entropia é baseada em movimentos locais que trazem instabilidade. Por outro lado, o princípio organizador é algo estrutural, que dá apoio e sustentação ao que está ao seu redor, desenvolvendo-se de dentro para fora.
Possuímos a capacidade de fazer escolhas, de escolher o que buscarmos, no que nos apoiarmos. Normalmente não conseguimos enxergar o princípio organizador e nos prendemos somente aos detalhes que nos escravizam.
Talvez o motivo seja porque o princípio organizador é em si uma configuração rara, auto-sustentável, que desenvolve a si mesmo ao invés de deteriorar-se. E sendo este princípio uma possibilidade organizada em meio a uma infinidade caótica, talvez seja por isso que é tão complicado para as pessoas colocarem suas mentes em ressonância com este princípio. Ou seja, não conseguimos perceber facilmente este princípio justamente por causa da entropia que ocorre em nossas próprias mentes.
Mas este princípio organizador, sendo exceção a entropia, ao invés de se deteriorar ele se amplia e se desenvolve de forma que, se não somos capazes de chegar a ele, ele é capaz de se aproximar de nós. E quando combinamos ambos os esforços, o nosso de nos aproximarmos deste princípio e o deste princípio de aproximar-se de nós, temos um encontro que é uma experiência ímpar na vida.
É o encontro de um ser humano com uma consciência arquetípica, com seu Eu-Superior, Santo Anjo Guardião, ou nas palavras do Franco-Atirador, o SAGA.
Depois deste encontro o ser humano mergulha para si mesmo, procurando estruturas que até antes não sabia que existiam dentro de si. Acaba encontrando o guardião que tenta lhe impedir a todo custo de prosseguir: Choronzon. Talvez Choronzon esteja ali justamente para permitir que somente alguns passem por ele, somente aqueles que consigam passar por ele.
Enfim, eu ia escrever apenas sobre o princípio entrópico e acabei extrapolando :)
Posted by: OMestreQueNadaSabe | 12-03-2008 at 15:24
"Para que o mal vença basta que o bem não faça nada."
Lágrimas do Sol
Posted by: Henrique Spiazzi | 12-03-2008 at 22:52
" E quando combinamos ambos os esforços"...
-mas como eh que eh mesmo que nos aproximamos de nosso Sagrado Anjo Guardiao?
Posted by: Luiza | 13-03-2008 at 02:01
em tempo, "Possuímos a capacidade de fazer escolhas". Possuimos? ou serah que se nossa estrutura mental fosse colocada num programa de computador, nossas reacoes nao seriam sempre previsiveis?
se fosse possivel conhecer plenamente a mente de alguem que se habilite a me livrar da indagacao, seria possivel saber a resposta. Pode ser q nao haja escolha.
E alguem dira: claro, eu poderia escolher muitas possibilidades e escolhi 'x'. Escolhei o que era previsto escolher.
Desculpas por nao oferecer a clareza que gostaria de ter como resposta....
Posted by: Luiza | 13-03-2008 at 02:06
Oi Luiza!
Não tem de que se desculpar a mim. Acredito que uma dúvida honesta é sempre melhor do que a ignorância de pensarmos que sabemos mais do que realmente sabemos. Esse é um dos motivos de eu ter escolhido esse nick que uso.
Realmente me empolguei no texto mas não há nada de dogmático na minha forma de pensar. Primeiro preciso dizer que escolhi acreditar na existência de um Eu-Superior, o chamado Santo Anjo Guardião, mas que eu prefiro chamar simplesmente de Eu-Superior, um complemento perfeito ao qual cada um de nós pode se unir. Mas este complemento perfeito não é, segundo acredito, em hipótese alguma, o mesmo para cada pessoa, pois cada pessoa é diferente e, convenhamos, o que cada um de nós considera como a moral absoluta, muito provavelmente é apenas uma noção local do contexto em que estamos vivendo.
Mas como disse, escolhi acreditar em um Eu-Superior porque sem ele, se acreditarmos meramente na entropia, a vida perde o sentido porque passamos a viver escravos de cada elemento aleatório. Nossas alegrias e tristezas passam a depender da sorte e, quando pensamos no futuro e em suas incertezas, passamos a vida preocupados não apenas com as decisões do momento e sim com nossas decisões futuras, de forma que não temos mais paz. Outro aspecto é que, com base no medo das incertezas, passamos a agir "mais pelo certo do que pelo duvidoso" e o "certo" normalmente é um tipo de vida em que somos submissos a "forças maiores do que nós".
No entanto, se acreditamos em um Eu-Superior, podemos passar pelos problemas do cotidiano sem perder o foco de onde queremos chegar, mesmo que ainda não tenhamos feito o contato. Os problemas podem continuar, mas nossa felicidade e motivação não são mais significativamente interferidas pelos problemas.
Ainda assim, acreditar no Eu-Superior pode ser uma ilusão, um erro por assim dizer. E não acreditar também pode ser um erro. Acredito que não posso lhe dar argumentos lógicos que lhe provem com absoluta e inquestionável certeza uma coisa ou outra. Um dos motivos desta minha crença é que não acredito que o Eu-Superior seja lógico. Para lhe demonstrar como é difícil colocar algo "perfeito" em termos lógicos, vou lhe passar minha própria noção de pefeição (a qual a muito tempo verbalizei em um tipo de oração):
"Considerando-se todos os seres animados, sejam pessoas, animais, vegetais, minerais, substâncias da natureza, formas de energia, o calor, a luz, cada célula considerada como ser individual, cada molécula considerada como ser individual, cada átomo considerado como ser individual, cada partícula que faz o átomo considerada como ser individual, todo ser formado por um ou mais seres, enfim, tudo o que há: que tudo se realize, mesmo os opostos entre si, mesmo o que se opõe até mesmo a este princípio. Que eu me realize plenamente".
Este princípio em si dificilmente pode ser "implementado" através de algo lógico. Mas ele ainda pode ser uma meta e, quanto mais seres trabalham para esta meta, mais a meta se torna real.
Penso que os arquétipos nascem assim, de metas às quais novos seres se agregam em sinergia, produzindo um ser maior (assim como o corpo humano é feito de células, compartilhando o mesmo dna). E vendo os arquétipos desta forma não os relaciono a uma espécie de Deus-Criador à parte de suas criaturas e sim, em tudo o que há, inclusive eu e você, como um único ser vivo, em constante evolução. Neste ser vivo constantemente surgem novas necessidades, novas habilidades e novos relacionamentos dentro de si mesmo.
Por este ponto de vista tudo se torna divino. E se precisamos de deuses (ou outro termo qualquer), são seres que se desenvolveram mais em algum sentido de forma que possamos nos complementar neles. Neste ponto tenho minha própria regra: eu não costumo adorar outros seres, mas eu posso amá-los, e posso me permitir amar a quantos eu sinta o desejo de fazer isso. Não me considero portanto submisso de um deus. Deus (com D maiúsculo), na minha opinião, somos todos nós.
Pelos motivos acima decidi acreditar. Até agora a vida não me passou uma rasteira que me destruisse essa crença e já vivi algumas coisas que me tornaram mais feliz.
Bancando um pouco o advogado do Diabo eu posso dizer que talvez, por temer menos, eu tenha ousado mais, e por isso a vida seja mais excitante.
Ainda assim eu não troco a excitação na vida pela monotonia.
Resta ainda a questão que você fez sobre as pessoas possuírem ou não livre-arbítrio. Uma resposta que posso lhe dar é que existe uma dinâmica natural que é independente do fato de existir ou não livre-arbítrio. Vou explicar.
Tudo o que há está em mutação, inclusive eu, você e tudo o mais. Os corpos estão em mutação e também as mentes, constantemente. Mesmo uma barra de metal fria "vibra" pois suas partículas permanecem em constante movimento. Isso implica que qualquer rótulo que usemos para nos definir é apenas uma generalização e que, por sermos imensamente ricos no que diz respeito à nossa consciência e inconsciência, não somos o que generalizamos de nós mesmos.
A questão é: para onde esta mudança nos leva?
Certamente as mudanças não ocorrerão nos caminhos bloqueados, pois onde há bloqueio não há mudança, e sim estagnação. Estes caminhos bloqueados são o que consideramos áreas de conflito. E normalmente as pessoas consideram estas áreas de conflito como as questões relevantes mas reitero: estes pontos de conflito são, por natureza, estagnados e, portanto, não determinam a direção das mudanças.
Já onde há sinergia, complementação e prazer, as mudanças fluem naturalmente. Eu realmente admiro a afirmação do tantrismo que diz ser o prazer a expressão da santidade, e não a dor e o sacrifício.
Todos nós temos "pontos" onde podemos ser estimulados por sinergia, complementação e prazer. E estes pontos, quando ativados, direcionam as mudanças em nós, pois os pontos de dor no máximo nos obstruem (não direcionam as mudanças). Ou seja, todos iremos mudar, e sempre mudamos para onde a mudança é livre, jamais para onde é obstruida.
Às vezes a expressão do prazer nos leva a um ponto obstruído e o próprio prazer parece ser impossível. Mas como tudo está em constante mutação, as condições de obstrução também estão. E como o universo inteiro está em mutação, as condições podem mudar de uma forma absolutamente criativa.
Tudo fica mais fácil, no entanto, se nos permitirmos nos tornar sensíveis à mutação ao invés de procuramos bloqueá-la. Uma forma de bloqueio é a crença que a mutação não pode ocorrer. Mas mesmo esse bloqueio é mutável, como todos os demais.
Mas quanto tempo temos para mudar? Às vezes a extensão da vida humana parece tão pouco. E vemos tantos que não conseguem mudar.
Fica uma questão no ar. Você acredita em alma?
Posted by: OMestreQueNadaSabe | 13-03-2008 at 12:05
Luiza,
Acho que deixei uma de suas questões sem resposta. É que não costumo responder exatamente na ordem em que me perguntam...
Como se aproximar de seu Eu-Superior? Vou formular a resposta de uma forma diferente.
Visualize a perfeição em sua mente, mesmo que não a compreenda, mesmo que não saiba como ser possível. Acredite que esta perfeição existe e utilize todos os meios que puder para entrar em contato com esta perfeição, principalmente dentro de si.
O que deve unir você ao que lhe complementa precisa ser um ideal comum e não uma situação onde um dá alguma coisa em troca de outra coisa. Só assim dois ou mais seres podem se tornar um. Daí a importância deste ideal.
Acredito que as probabilidades de você, assim como de qualquer outra pessoa, encontrar o lhe complemente é imensa. Digo isso porque há uma infinidade de seres no universo e há uma infinidade de círculos neste mundo onde pode haver um lugar para quem esteja pronto para participar deles.
Se você conseguir focalizar seu pensamento, usar sua criatividade para comunicar-se (inclusive e principalmente com seu subconsciente) e, ao mesmo tempo, definir um ideal que lhe seja plenamente ressonante (sem lhe causar sentimentos de imperfeição), e se você persistir, encontrará quem lhe ouça.
Certamente você encontrará mais de um ser. E isso tudo se agregará a você cada vez mais. Talvez você não encontre o Ser e sim muitos seres em seu caminho. Mas se o que unir você a eles for um ideal comum e uma ética clara que permita a cada um ser livre para unir-se ou separar-se, a união valerá a pena pois todos serão como um.
Se encontrar um Ser que lhe busque com seu mesmo ideal, a ponto de ser extremamente ressonante com você, caminhe ao lado dele. Deixe-se sensibilizar por ele.
Se não existir este ser e se seu ideal for perfeito para si mesma, tornando-a uma pessoa feliz, ignore o fato deste ser não existir e seja você seu próprio centro.
O que deve unir você a todo e qualquer outro ser é o amor, jamais interesses secretos, jamais uma relação de submissão.
Posted by: OMestreQueNadaSabe | 13-03-2008 at 13:34
agradeco a resposta "mestre q nada sabe" e fico surpresa como alguem pode ser tao dedicado em explicar o que entende a uma pessoa anonima, obrigada mesmo.
massss,
conheco seu discurso e sua filosofia e me identifico bastante com ele. No entanto sempre escolho(?) o caminho do bloqueio e ali fico, sofrendo...rs, ateh superar o limite e assim sentir-me expandida. Admiro quem sabe trilhar o caminho do prazer, mas nao eh meu modus operandi, ainda - porque pretendo ultrapassar este limite tambem!
qto ao Sagrado Anjo, ou qqr outro nome, nao imagino encontra-lo em outro Ser, ou em uma causa. No meu sistema ele eh o "lugar" que alcancamos quando realizamos aquilo a que fomos habilitados a realizar como seres, quando experienciamos todo potencial a que fomos destinados. O grande problema eh: a que fomos destinados? Dai a pergunta, como se aproximar do SAGA? Como conhecer sua Verdadeira Vontade? Conheco algumas praticas misticas, nao acredito q seja um processo mental. Queria conhecer outras experiencias neste sentido.
by the way, acredito em alma, espirito, Deus, diabo, elementais, Orixa, caboclo, exu, Saga, xama, sufi, Allah, super-cordas, intuicao, oracao, dissolucao e tantas outras coisas ...
obrigada mais uma vez
Posted by: Luiza | 13-03-2008 at 15:18
expliquei-me mal, a Verdadeira Vontade pode estar numa causa sim! (eu espero!)
Posted by: Luiza | 13-03-2008 at 15:22
(perdoe a intromissão)
"(...)quando experienciamos todo potencial a que fomos destinados.
>esqueça isso de destino, isso é papo-furado!
"qto ao Sagrado Anjo, ou qqr outro nome, nao imagino encontra-lo em outro Ser, ou em uma causa. No meu sistema ele eh o "lugar" que alcancamos quando realizamos aquilo a que fomos habilitados a realizar como seres
>antes, conhece a ti mesma...
"Dai a pergunta, como se aproximar do SAGA? Como conhecer sua Verdadeira Vontade? Conheco algumas praticas misticas, nao acredito q seja um processo mental. Queria conhecer outras experiencias neste sentido".
>"O Todo é Mente, O Universo é Mental. A criação divina se dá mentalmente e fazemos todos parte de uma única mente universal" -O Kybalion (sendo assim todo processo é mental)
"No entanto sempre escolho(?) o caminho do bloqueio e ali fico, sofrendo...rs, ateh superar o limite e assim sentir-me expandida".
>quer um sentido pra tua vida? invente um! continua insatisfeita? modifique, altere, absorva tudo o que for capaz e depois descarte aquilo que não serve, ultrapasse o limite anterior, não esqueça que desejo e sofrimento andam lado a lado, assim como a dor e o prazer...
"Pode ser q nao haja escolha".
>essa é cabeluda...Inquestionavelmente, a interação entre corpo, mente e espírito afeta suas partes constituintes. Seria verdade que corpo, mente e espírito são afetados por uma representação mais ampla desse postulado fractal? Existe abundante evidência de que essa construção fractal é funcional com os ambientes que cercam o indivíduo. Influências mentais, físicas e espirituais não apenas nos rodeiam; elas também contribuem para a qualidade de nossa capacidade intelectual, de nossa saúde física e para as condições e desenvolvimento emocional, social e espiritual. Considere o impacto ambiental entre essas três realidades nas tuas escolhas do dia a dia...
-Tr0ll
Posted by: tiagotroll | 13-03-2008 at 16:21
perdoada a intromissao:
1. nao estou falando de destino, estou falando de Verdadeira Vontade....a experiencia terrena que soh meu ser, sendo unico como eh, pode vivenciar.
2. se voce ler mais uma vez pode ser que perceba que estou pedindo ao interlocutor compartilhar suas praticas misticas, no intuito de conhecer a mim mesma e assim aproximar-me do SAGA e tudo mais q vem antes e depois. Na verdade, mea culpa, eu que nao fui clara.
3. uma coisa eh: O Universo eh mental, outra coisa eh ser submisso ao comando da mente humana, desconsiderando todas as partes que classicamente constituem o ser humano como o espirito, alma, corpo, ou emocao (e muitas outras partes)
4. nao estou procurando sentido pra vida, porque seria muita pretensao. E aih seus conselhos ficaram muito pessoais, nao convem ficar falando tanto na primeira pessoa num local tao intelectualizado...
5.ultimo paragrafo, nao entendi, abstrato demais, desculpa. Mas contrariando o paragrafo anterior...., eu tenho plena consciencia de como a mulher que sou hoje eh fruto da minha relacao com o mundo - leia-se, pai e mae- nos meus primeiros anos de vida. Eles desenharam minha mente e posso constatar o mesmo em algumas pessoas que conheco mais de perto. E quanto esforco para acessar algo que nao seja o padrao que determinaram que seria meu, quanto esforco pela busca de algo que seja Eu mesma.
No momento, ainda sou muito previsivel, desenhada pelo padrao e portanto sem escolhas. Sei que tenho consciencia da limitacao e considero um primeiro passo
pensando bem, agradeco a intromissao
Posted by: Luiza | 13-03-2008 at 18:04
Desculpem queridos, mas vcs estão intelectualizados demais para o meu gosto. Vim trazer um pouco de estrogênio (viva a farmacologia!) para relaxá-los da pressão.
Escravos de Jó, jogavam gaxangá
Tira, bota, deixa o cão guerreiro entrar...
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zágue
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zágue
-x-
Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo canta,
É que está com frio
A mulher do sapo
deve estár lá dentro
Fazendo rendinha,
Pro seu casamento
Beijos.
Posted by: Lord Fanny | 13-03-2008 at 20:28
> obrigada mais uma vez
Não tem de quê :)
Posted by: OMestreQueNadaSabe | 14-03-2008 at 08:43
aonde andará guaquito manito?
Posted by: aonde | 14-03-2008 at 15:02
Sumiu.
Posted by: Reverendo Johnny P. | 14-03-2008 at 19:10
Esse MestreQueNadaSabe parece que sabe coisa demais! Uma mente entrópica, eu diria. Infelizmente não curto ler esses "comentários" gigantescos, as pessoas acabam se atrapalhando e se contradizendo quando falam demais. Tente ser mais sintético para não criar um muro de palavras.
Posted by: Renato | 15-03-2008 at 12:35
Se me permitirem gostaria de chamar a vossa atenção para o que temo que venha a ser um banho de sangue.
Já todos sabem o que se passa no Tibete. Em menos de 48 horas termina o prazo do ultimato dado pelo governo Chinês.
Acredito que ainda podemos evitá-lo.
Tal como com o efeito borboleta, um pequeno gesto...
Algumas dicas em:
http://www.tibetelivre.blogspot.com/
Depende de mim, de ti, de todos nós.
Conto convosco.
Obrigado!
Posted by: RC | 16-03-2008 at 09:07
Mas o horror causado pelo sim-banho-de-sangue ou não-banho-de-sangue é uma parte de tudo isso, que acontece e está para acontecer. Para a visão budista, essa revolta tem suas contradições, assim como a dominação chinesa também tem seu valor inaceitável.
Entre estas ilusões que se contrapõe, entre a luta contra o domínio extranjero e o desejo por liberdade física, onde fica o espírito?
Mas sem o corpo, como fica o espírito?
Profundas questões essas, que não devem ser vistas levianamente, PRINCIPALMENTE como mero acontecimento geopolítico. O exterior é um reflexo do interior, certo? Então, o que está mantendo essa dominação chinesa sobre o seu Tibete interior?
Posted by: Aldhabaran | 16-03-2008 at 10:54