Garfo e Faca
A minha premissa básica é a de que nossos esquemas
cognitivos (quer sejam crenças religiosas, teorias científicas ou princípios filosóficos) não são a expressão de uma verdade objetiva, mas ferramentas que usamos para organizar nossa experiência do mundo, ou seja, a percepção que temos da realidade e nossas interações com ela. O valor de um esquema cognitivo, portanto, está na sua utilidade para mediar a relação do indivíduo ou do grupo com um real que, em si mesmo, é incognoscível e permanece fora do nosso alcance.
É por isso que tanto religiosos quanto cientificistas, quando entram aqui, ficam perplexos e freqüentemente indignados – eles acreditam (na religião ou na ciência), enquanto eu não acredito em nada, mas acho que tudo e válido na medida em que for útil para estruturar a nossa relação com o mundo.
Papai Noel e o Mel. — Não tem nada de novo aí, esse critério utilitário da verdade
foi proposto no século XIX por ninguém menos que William James, um dos pais da psicologia contemporânea, e serve de base para sua filosofia, o pragmatismo. E a premissa básica à qual me referi é ainda mais antiga, porque remonta no mínimo até os filósofos céticos do sec. II a.C., como Sexto Empírico, que escreveu: “o mel nos parece doce (e aceitamos isto na medida em que temos uma percepção sensível da doçura), porém se é doce em si mesmo é algo questionável, pois não se trata mais de uma aparência, mas de um juízo sobre o aparente”.
A vertente do ateísmo capitaneada hoje em dia por Dawkins gosta de se autodefinir como cética, mas não faz a menor idéia do que é o ceticismo. Não acreditar em discos voadores, achar que a astrologia é uma furada ou que Deus é o irmão mais velho do Papai Noel e do Coelhinho da Páscoa não é ceticismo. O ceticismo é uma postura radical de recusar a validade absoluta de qualquer proposição sobre o mundo.
Nada é verdadeiro. — A partir dessa posição de recusa, só existem três atitudes possíveis. A primeira é o silêncio niilista – já que eu não posso dizer nada de verdadeiro sobre o mundo, o melhor é calar a boca. Não era bem nisso que Wittgenstein estava pensando, mas a última frase do Tractatus Logico-Philosophicus cai como uma luva: “Sobre o que não se pode falar, deve-se calar.”
A segunda é concluir que, se nada é verdadeiro, tudo é permitido, atribuída a Hassan Ibn Sabbah
no romance Alamut e que, citada por William Burroughs, foi adotada como lema por discordianos e caoístas. Dado que todas as crenças são igualmente falsas, segue-se que elas são todas igualmente verdadeiras, pois não se pode questionar uma afirmação falsa com base em outra informação falsa. Tanto faz se são as Tábuas da Lei ou a Tabela Periódica, somos livres para acreditar no que mais nos agrada e ninguém tem nada a ver com isso. No limite, isso desemboca no vale-tudo pós-moderno que é igualmente execrado por fundamentalistas religiosos e cientificistas.
Devo admitir que simpatizo bastante com o “nada é verdadeiro, tudo é permitido”, nem que seja pelo ódio que ele desperta em todos os adoradores de certezas absolutas, mas não me parece que essa é a melhor resposta, especialmente quando se entra na espinhosa seara da ética, onde o “tudo é permitido” incluiria desde a ação filantrópica de Madre Teresa à ideologia nazista de superioridade racial, da qual os campos de concentração e o holocausto foram a manifestação concreta.
Entre o “nada é verdadeiro” e o “tudo é permitido” ainda falta alguma coisa, o que nos traz à terceira alternativa, exemplificada pelo pragmatismo de William James (mas não só: mais ou menos na mesma época, outros, como Nietzsche, estavam desembarcando no mesmo píer). Se o critério da verdade não pode ser a correspondência exata entre os esquemas cognitivos e a estrutura da realidade (que a filosofia escolástica descrevia como adequatio rei et intellectus, adequação entre as coisas e o conceito), então é melhor formular um outro critério para a verdade.
Transistores e Hóstias. — A proposta pragmática é que o valor de uma teoria ou crença deriva de sua utilidade como instrumento para lidar com os fenômenos. Por exemplo, a teoria newtoniana da gravidade como uma força é útil porque, com ela, Newton desenvolveu uma bateria de fórmulas que permitem calcular a queda das maçãs, o movimento dos carros ou a órbita dos satélites. Nesse sentido, ela é verdadeira mesmo que a gravidade não seja uma força ou que seja impossível afirmar com certeza o que a gravidade é. Curiosamente, sem fazer alarde, é assim que a física contemporânea trata a mecânica newtoniana: suas premissas se revelaram incorretas à luz da Teoria da Relatividade (que, por sua vez, também pode se revelar incorreta à luz de alguma das muitas candidatas ao posto de Grand Unification Theory), mas as equações newtonianas continuam sendo amplamente usadas e ensinadas porque funcionam – pelo menos, quando não entramos no campo dos fenômenos relativísticos.
O pragmatismo não é a mesma coisa que o vale-tudo pós-moderno porque define critérios precisos para a validade de um esquema cognitivo.
Mas esses critérios são amplos, no sentido de que o que determina a validade científica de uma teoria não é a mesma coisa que determina a validade psicológica de uma crença religiosa, por exemplo. A mecânica quântica é válida porque permite descrever o comportamento das partículas atômicas e extrair aplicações práticas dessa descrição, como construir transístores. A crença no milagre da transubstanciação é válida porque permite uma experiência de comunhão emocional e espiritual aos participantes de uma missa. A transubstanciação não possibilita construir transístores mas, até aí, a mecânica quântica (conexões não-locais à parte) também não propicia uma vivência de comunhão espiritual.
Deus e as Leis Naturais. — Todos os esquemas cognitivos pressupõem um princípio subjacente de ordem.
Isso não quer dizer que essa ordem de fato exista num sentido absoluto. As nossas representações da realidade (inclusive as imagens que o cérebro constrói a partir da percepção sensorial e que rotineiramente tomamos pelas coisas-em-si) se apresentam a nós como dotadas de ordem, estrutura e regularidade, explícitas ou implícitas. Contudo, é impossível dizer se essa ordenação está presente na realidade que está por trás das representações ou se ela é um resultado de nossa própria atividade cognitiva. De qualquer forma, numênica ou fenomênica – quer dizer, seja uma propriedade inerente às coisas-em-si, seja um atributo das nossas representações – existe um princípio ordenador, e é ele que torna possível todos os nossos esquemas cognitivos.
A ciência concebe esse princípio ordenador em termos abstratos, como leis naturais. As religiões personificam o princípio ordenador e o chamam de “Deus”. Mas “leis naturais” e “Deus” são apenas duas maneiras diferentes de conceber e descrever a mesma idéia, a saber, de que existe uma ordem no universo que percebemos e que é essa ordem que faz dele um cosmo.
Esse in anima. — A psicologia junguiana (que, como
sabem todos os que lêem o blog com cuidado antes de rilharem os dentes de indignação, é um dos principais esquemas cognitivos que eu uso) denomina esse princípio ordenador de Self ou Si-mesmo. Não está muito claro se a atividade estruturante do Si-mesmo se limita à psique ou se ela abrange igualmente o domínio dos fenômenos físicos, como os eventos sincronísticos parecem sugerir.
Para ser sincero, não está muito claro nem mesmo se existe essa diferença. Como tudo o que percebemos do mundo são imagens geradas pela psique, segue-se que a regularidade que percebemos no mundo é a regularidade que percebemos na imagem que a psique constrói do mundo e não podemos ter certeza nem mesmo de que há um mundo independente dessas imagens.
Quando um cientista estuda um fenômeno natural – digamos, o comportamento das formigas – tendemos a esquecer que as formigas que ele observa são as imagens das
formigas que o nosso cérebro produz e que ele não tem nenhum acesso à formiga real (se é que há uma formiga real) que não passe pela mediação dessas imagens. Assim, os padrões regulares que ele observa no comportamento das formigas são padrões regulares que ele observa no comportamento das imagens das formigas e os modelos teóricos que ele constrói para dar conta desses padrões são, em última análise, modelos que explicam o comportamento das imagens que ele percebe.
A ideologia realista que sustenta a epistemologia científica parte do princípio de que, como outros cientistas, observando as mesmas formigas, percebem os mesmos padrões, isso prova a objetividade da observação mas, de fato, só prova o seu caráter intersubjetivo. Significa apenas que a psique de ambos os cientistas utiliza os mesmos processos para gerar a representação que eles percebem. Ou, se você preferir uma formulação no vocabulário das neurociências, quer dizer que o mecanismo cerebral que constrói a percepção é o mesmo.
Para o dia-a-dia do cientista, bem como para a nossa vida, essa distinção não faz a menor diferença, porque toda a nossa experiência, inclusive aquilo que percebemos como exterior a nós, ocorre na verdade dentro dos limites da psique. Afirmar que existe um mundo exterior que é idêntico à representação criada pela psique, negar a existência desse mundo ou alegar que ele existe, mas é diferente da maneira como a psique o representa são afirmações metafísicas igualmente inverificáveis, porque tudo o que temos é a psique. Usando uma expressão emprestada de Santo Tomás de Aquino, Jung batizou essa condição de esse in anima, existência na psique
Imagens de Deus. — De um ponto de vista fenomenológico, pois, o que nós temos é um princípio ordenador que se manifesta nos fenômenos como um conjunto de leis naturais, aparece personificado nas religiões como Deus e corresponde, no âmbito psicológico, ao Si-mesmo, que é o arquétipo da totalidade, da ordem e da unidade.
Explorando o inconsciente através de suas próprias experiências e do trabalho com seus pacientes, Jung observou que, algumas vezes, o Si-mesmo aparece sob a
forma de uma estrutura geométrica, a mandala, que desempenha uma função análoga à das leis naturais na ciência, isto é, a representação abstrata de um princípio ordenador: “Mostra-nos a experiência que os mandalas individuais são símbolos ordenadores, razão pela qual se manifestam nos pacientes sobretudo em épocas de desorientação ou de reorientação psiquicas. Eles exorcizam e esconjuram, sob a forma de círculos mágicos, as potências anárquicas do mundo obscuro, copiando ou gerando uma ordem que converte o caos em cosmo.” Outras vezes, o Si-mesmo aparece sob um aspecto personificado, como uma figura cujos atributos são indistingüíveis da imagem de Deus. “Tudo o que se diz sobre a imagem de Deus pode ser aplicado, sem nenhuma dificuldade, aos símbolos da totalidade.”
Qual dessas formas representa o verdadeiro Si-mesmo? A estrutura abstrata ou a figura personificada?
A resposta, claro, é ambas e nenhuma delas. Determinadas circunstâncias fazem com que o Si-mesmo seja melhor concebido como uma estrutura, “copiando ou gerando uma ordem que converte o caos em cosmo”. Outras circunstâncias determinam que o Si-mesmo seja percebido como uma imagem divina. Elas são ambas verdadeiras dentro do contexto definido por essas circunstâncias específicas, ou seja, possuem uma verdade relativa ao contexto. E nenhuma delas é verdadeira porque, por tudo o que dissemos lá em cima, é impossível dizer o que é o Si-mesmo (ou qualquer outra coisa) num sentido absoluto.
Dessa forma, nem os ateus estão errados quando concebem o princípio ordenador de forma abstrata, nem os religiosos estão errados quando o imaginam como uma figura personificada, na medida em que essas concepções são úteis para lidar com um determinado contexto. Ambos erram quando buscam extrapolar esse contexto e acreditam que a sua maneira de representar o princípio ordenador é a única, válida para todos e em todas as circunstâncias.
Conceitos são ferramentas, e cada ferramenta tem o seu uso correto. Se eu quero cortar o bife, uso uma faca. Se eu quero levá-lo à boca, uso um garfo. Vai ser difícil cortar o bife com o garfo e eu posso me ferir se tentar levá-lo à boca com a faca. Mas não existe absurdo maior do que dizer que quem usa a faca é um herege ou que usar o garfo é um delírio de ignorantes supersticiosos.
>Dessa forma, nem os ateus estão errados quando concebem o princípio ordenador de forma abstrata, nem os religiosos estão errados quando o imaginam como uma figura personificada, na medida em que essas concepções são úteis para lidar com um determinado contexto.
Mais claro IMPOSSÍVEL.
Só não entende quem não quer.
Oxênte, muito bom o post, na releitura comento com mais calma.
Abraço,
Mob.
Posted by: Kingmob | 22-09-2007 at 22:26
>Só não entende quem não quer.
Eu acho que o problema todo é justamente esse, Gideon. A galera cientificista não quer entender.
Isso não significa que, se entendessem, concordariam. Muito pelo contrário, tenho certeza de que discordariam ainda mais veementemente. A visão de mundo à qual eles se agarram depende da presunção de que a ciência garante alguma forma de acesso à realidade tal como ela é, e a visão que eu defendo aqui ataca essa presunção pela raiz - pior, com argumentos extraídos da própria ciência (afinal, foram as neurociências que demonstraram experimentalmente que nunca vemos nada a não ser as imagens construídas pelo nosso cérebro).
Rebater esses argumentos seria muito difícil, pra não dizer impossível, já que a própria ciência não consegue avançar além desse ponto - nem pretende, é bom que se diga. Ao contrário do cientificismo, a ciência delimita muito bem a sua área de atuação, que é o estudo dos fenômenos, e deixa cuidadosamente de lado qualquer afirmação metafísica sobre a realidade última.
Então, é mais fácil fazer de conta que não é isso que eu estou dizendo, que eu sou só mais um pobre criacionista do tipo que o Dawkins engole no café-da-manhã, e deixar tudo por isso mesmo.
Não digo nem que essa estratégia seja deliberada ou sequer consciente. Me parece muito mais um típico mecanismo de defesa do ego, uma forma de denegação: em vez de ver o que está ali, você vê algo que não está ali, mas com o qual o ego pode lidar.
A prova de que isso toca num complexo cheio de defesas é o tom irado com que eles escrevem. Pode perguntar pra qualquer psicólogo: quando o sujeito se eriça todo desse jeito, é porque tocou num nervo exposto.
Ótimo, porque tocar em nervos expostos é um dos meus passatempos favoritos. :-)
Abs.
L.
Posted by: Malprg | 22-09-2007 at 22:46
>Ótimo, porque tocar em nervos expostos é um dos meus passatempos favoritos. :-)
O problema meu caro L., é que este passatempo é contagioso e altamente viciante. Isto para não falar no demônio sarcasmo que tu citaste no comentário de outro post. 8-)
[]s
Gideon.
Posted by: Kingmob | 22-09-2007 at 23:07
Mais uma vez, Lúcio, você expõe a coisa com a sua já costumeira (e inacostumável, devido aos monstros acéfalos que encontro diariamente) lucidez.
Novamente bato palmas pra você: "you, my hero."
Posted by: Aldhabaran | 22-09-2007 at 23:18
>Isto para não falar no demônio sarcasmo que tu citaste no comentário de outro post.
Pois é, ele tá começando a se revirar na tumba. Mais um ou dois comentários dos devotos de São Dawkins e ele salta, de tridente em punho. };-)
Abs.
L.
Posted by: Malprg | 22-09-2007 at 23:28
>Mais uma vez, Lúcio, você expõe a coisa com a sua já costumeira (e inacostumável, devido aos monstros acéfalos que encontro diariamente) lucidez.
Valeu, Aldhabaran. Você não sabe o alívio que é ler os teus comentários e os do King Mob depois de uma batelada dessas. É bom ver que eu não tô falando com as paredes, que tem gente disposta a ler e entender (mesmo que seja pra refutar, como o Leandro) antes de atacar.
Abs.
L.
Posted by: Malprg | 22-09-2007 at 23:30
Maravilhoso, quase um tratado de epistemologia, nos voltamos a pergunta clássica de Kant re-citada por Piaget: "Comment la connaissance et-elle possible?". Jung já afirmara a possibilidade de conhecimento último e que sabemos tão pouco da matéria quanto da psique, ademais, criou sua "epistemologia da boa vizinhança", rs. Ele repete os argumentos que você utilizou, que acho bem funcionais e elegantes, em varias passagens.
De qualquer modo, algumas questões éticas ficam em aberto. Dizer que algo toma validade quando funcional altera, mas não radicalmente, o ponto de vista "caoista" do "Nada é verdadeiro, tudo é permitido", por exemplo, o julgamento nefasto dos nazistas era funcional para a intenção específica deles, dominar povos e ampliar territorios. Aliás, bem funcional, vide a simbolização utilizada e seus efeitos de massa, massacrando as individualidades.
O julgamento ético, ainda segundo a psicologia analítica (nome que não gosto, preferia que fosse psicologia sintética ou complexa, rs) é apenas valido Deo concendente, e em última análise é algo afetado, mas não determinado pelas condições coletivas. Então o que fazer? Talvez a nossa última arma seja esse encontro com o que há de mais singular em nós para contrapor-nos a esse coletivo massificado, como Jung coloca em "Presente e Futuro", a religião como arma contra a massificação. Utilizada intencionalmente contra o fascismo interno e externo...
Mas gostei muito do seu post, revertendo o "isso ou aquilo", "ou...ou" pelo velho "neti-neti" hindu, ou ainda "..e..", "isso e aquilo"... fica ao gosto do fregues, =)
Posted by: FernandoR. | 23-09-2007 at 00:09
Aldhabaran,
vai no sítio www.montfort.org.br e dá uma olhada no que os caras escrevem sobre qualquer assunto. Por curiosidade sociológica. Zoológica no seu caso.... :-)
Posted by: Kingmob | 23-09-2007 at 00:27
Parece que dessa vez o franco atirador disparou um tiro certeiro! :-)
Acho que o que deixa eles com raiva é o fato de você igualá-los aos adversários, os fanáticos religiosos. Afinal, teriam que reconhecer que cometem o mesmo erro que criticam nos outros: fanatismo.
No fundo, a briga entre eles é pq reconhecem no outro uma faceta de si mesmos que não gostam...
Posted by: Rafael "Lupo" | 23-09-2007 at 00:36
Ótimo, porque tocar em nervos expostos é um dos meus passatempos favoritos. :-)
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pusta q partiu!! um verdadeiro artista marcial psíquico. :D
agora sobre o texto do tio shooter... pensando cah assim, sou tão importante quanto a pedra que eu vejo, ou tão importante quanto a parede sobrenatural do prof. de física do KingMob. Pensando assim, minha auto-imagem é tão real quanto a imagem do toquinho de árvore que me atacou outro dia! :D :D :D E as duas machucam! :D
talvez pensando assim fique meio mais leve seguir existindo sem saber pq ou praq ou pra onde...
e por urtimo, defendendo, mas sem querer tah certo, os meus amados caoístas, o "tudo é permitido" uma hora talvez dÊ canseira &tilt e o próximo passo é ou o morgue hostel (q naum aceita reclamações), ou o hospício (q aceita, mas naum ouve reclamações), ou concordar com tio shooter (q tá nem ai se concordamos ou não com ele!eeh) :D
Agora, coitado do caoísta que não tem internet ou do caoísta que tem internet mas não lê portuga pra acessar as letrinhas mágicas do sóbrio tio shooter! :D :D :D
Posted by: guakito manito | 23-09-2007 at 16:38
Uncle Shooter, Uncle shooter,
agora, depois de mais ou menos um ano lendo o blog eu me toquei que tu quase não falas do Tarot (acho que só li sobre o assunto em um post).
Estou enganado quanto a isto ou és de função predominantemente intuitiva qual este que vos fala, e portanto sóis tecer loas sacramentais exclusivas ao Véio Chinês de longas e alvas barbas????
Quanto a mim prefiro o Amarelo-Velho porquanto o método interpretativo dos hexagramas parece-me muito com o dos sonhos - associações diretas e subjetivas-, sem todo aquele aparato simbólico que às vezes mais parece o quartinho do fundo cheio de tralhas sem uso. Ademais, conforme aprendi nas tuas memorosas e fluentes lições de antanho, o simbolismo arbitrariamente aplicado do exterior para o interior do indíviduo pode atravancar o fluir de sua unicidade.
Fortes amplexos,
Gideão Túmulo-Estelar
(baixou o portuga em mim)
Posted by: Kingmob | 23-09-2007 at 19:25
O nome do peixe que citei no outro coments é baiacu. Ele infla e tem mais de um motivo para ele inflar rs. Achei que nesse post vc não iria falar nadinha sobre ``ego´´ mas acabou citando neh. Inevitável.
A fila de 11 crianças esperando por transplante de coração diminuiu. Em uma situação inédita no Brasil. Foram realizados dois transplantes com sucesso. Viva a ciência que evolui mesmo levando pancada das religiões, e, hoje é capaz de feitos maravilhosos como este. Viva a medicina e seus médicos que independente das crenças deles próprios e do povo, fazem seu trabalho com grande empenho. Afinal, cirurgias levam horas.
Viva um Deus que certa vez através do homem deixou sua mensagem: -Faça por ti que te ajudarei. Faça a sua parte. E tenha fé em mim. E quando a critica chegou falando mal da Madre Tereza a mesma disse: - Meu negócio é entre eu e Deus. Viva a resposta dela. Praticamente a mesma coisa foi dita por Chico Xavier que não ficou com nenhum centavo dos livros vendidos.
E diante da liberdade que todos tem de acreditar ou não acreditar nas coisas... Viva o anjo Seth que disse: Algumas coisas existem, acredite nelas ou não.
Posted by: Mcnaught | 24-09-2007 at 12:48
Salve,Lúcio!
"nada é verdadeiro, tudo é permitido". Acredito que isso é verdade, mas apenas como prerrogativa natural do ubermensch de nietzsche, daquele que já saltou o abismo. Pequenos egos como pretensões messiânicas precisam de coleiras éticas externas. Já o homem tornado deus tem o justo como natural. E aqueles que estão no meio do caminho abandonaram as boinhas de braço e estão tentando atravessar o mar a nado...
Concordo em gênero, número e grau com sua posição a respeito da abordagem pragmática dos esquemas cognitivos, que eu chamo de sistemas simbólicos. Como se diz no budismo, ao olhar a estátua de um buda, não fixe sua consciência nela, mas através dela...
Post porreta.
Abraço.
Posted by: Andrei Punt el | 24-09-2007 at 13:06
Sei como é satisfatório para um escritor quando alguém concorda entendendo e não simplesmente concordando...Eu entendo concordando.
Nota:Ao ler seu esmerado e belo post, minha intuição me remeteu aos escritos de um baita autor. Se tu não o conheces, vale a pena dar uma confirida. http://paginas.terra.com.br/arte/ernestobono/P_Princi.htm
Vida longa,
Otvio
Posted by: Otvio | 24-09-2007 at 21:45
É, a linguagem também é uma ferramenta.
Posted by: Otvio | 24-09-2007 at 22:04
tio r.a.w.
http://www.gettingit.com/article/185
And there are other alternatives. David Harrison suggests that we may have to abandon Aristotelian logic, i.e., give up classifying things into only the two categories of "true and real" and "untrue and unreal." In between, in Aristotle's excluded middle, we may have the "maybe" proposed by von Neumann in 1933, the probabilistic logics (percentages/gambles) suggested by Korzybski, the four-valued logic of Rapoport (true, false, indeterminate and meaningless) or some system we haven't found yet.
Posted by: guakito manito | 25-09-2007 at 10:07
CUIDADO COM A MATEMATICA! :D :D
CRIANSAS MANTEM AS AULAS! VAUM AO FLIPERAMA (a molecada de hj ainda vai a fliperama ou eh coisa de 30taum drogrado soh? na boa, tekken no fliper eh mais legal q jogar num console daquela corporassaum japonesa.) :D :D :D
The Fuzzy Revolution
Bart Kosko preaches a math apocalypse
http://www.gettingit.com/article/185
But we're all good western liberals, so we'll try and understand him instead. God help us, that means we'll have to read his new book, The Fuzzy Future: From Society and Science to Heaven in a Chip (Harmony) or, for the slow readers in the class, his recent sci-fi thriller Nanotime (Avon). As he puts it, "the one book tells, the other shows." Which means he managed to sell on the research for the novel, the clever bugger.
Fuzzy logic is the branch of math that says that science isn't about absolute truth, it's just a heap of guesses at a reality that's much more complicated than that. But Kosko also draws out practical applications of that theory. The Fuzzy Future is part bog-standard libertarianism (with a side of Reaganomics), part extropian hooting-and-hollering, part small boy reveling in the Tolstoy and Clancy school of military exchange, and part Rube Goldberg engineering of unlikely theory, all bound up in 100 pages of inscrutable equations in the footnotes.
Posted by: guakito manito | 25-09-2007 at 10:12
“Symbolic representation of the Universe as a self-excited system brought into being by ‘self-reference’. The universe gives birth to communicating participators. Communicating participators give meaning to the universe … With such a concept goes the endless series of receding reflections one sees in a pair of facing mirrors.”
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http://www.upscale.utoronto.ca/GeneralInterest/Harrison/BellsTheorem/BellsTheorem.html
esse texto tah legal.
Posted by: guakito manito | 25-09-2007 at 10:35
só pra acrescentar (ou pra confundir, se assim vocês preferirem), segundo o Discordianismo a afirmação "tudo é permitido" é verdadeira em algum sentido, falsa em algum sentido, irrelevante em algum sentido, verdadeira e falsa em algum sentido, verdadeira e irrelevante em algum sentido, falsa e irrelevante em algum sentido e verdadeira e falsa e irrelevante em algum sentido.
obrigado pela atenção
salve o hihimoço!
->-=+<-
Posted by: Timóteo Pinto | 25-09-2007 at 19:16
Não temos acesso cognitivo a "realidade última" (se isso existir). Agora, que compartilhamos uma "realidade", temos evidências empíricas. A pergunta que se segue é quem compartilha essa realidade? Como podemos analisar essa "experiência de primeira pessoa" que vivenciamos quando estamos acordados ou quando sonhamos?
Nunca encontramos um "eu" sem que junto venha um pensamento/imaginação/sensação/percepção, não?
Será que essa "experiência de primeira pessoa" depende completamente do cérebro físico ou apenas depende dele para o "tipo" de realidade compartilhada que vivenciamos em nosso cotidiano?
Posted by: Beto | 26-09-2007 at 01:52
Um excelente post, como há muito tempo não via, começo a achar que talvez minha teoria da conspiração esteja errada... :P
Quanto a questão do "tudo é verdadeiro, nada é permitido" é importante também frisar que a interpretação de muitas pessoas (incluindo RAW, mas por favor, isso não é uma apelação à autoridade é apenas uma referência) do Principia sobre isso é que já que você tem a capacidade de controlar seus túneis-realidade (para usar o termo do RAW) você vai logicamente fazer túneis cada vez melhores, melhorando o universo em volta junto com você. Claro que outras pessoas podem (na verdade vão) entender outras coisas, mas enfim, esta é a minha visão. É, sou um otimista incorrígivel.
P.S.: O Discordianismo está ficando chique, estamos fazendo até "exegese" das "escrituras" hahahahahaha.
P.S2.: Guaquito, Éris Discordia wants you to join the Discordian Army! Manda um email para jplourenco@gmail.com
Posted by: Reverendo Johnny P. | 26-09-2007 at 13:06
Se estiver interessado!
Posted by: Reverendo Johnny P. | 26-09-2007 at 13:07
KingMob. Fui ao sáite. Olha, se eu tivesse dúvidas angustiantes sobre tudo o que aprendi na vida, e procurasse um remédio fácil para minhas chagas ao invés de tomar coragem, ir à luta e agarrar o touro pelos chifres como todo Hércules que se preza, TALVEZ eu ficasse interessado.
EU ME LIVRE de ficar como aqueles ali; seria a deterioração final de um trabalho hercúleo (segunda citação de Hércules, hum, isso é significativo) de redefinição do que é real, e SE existe um real.
Não questiono a "verdade" deles; são cegos e incapazes de ouvir. São lobotomizados e portadores de uma mania compulsiva de colocar tudo dentro de parâmetros do tipo certo-errado, branco-preto, Deus-Diabo, sem perceber que essa mesma dicotomia e TODOS os seus valores podem ser invertidos com o uso de SUA PRÓPRIA lógica, dogma, crença, etc. Até com a própria Bíblia de um deles eu rechaçaria qualquer argumento que me dessem. Mas eu não vou perder meu PRECIOSÍSSIMO tempo (que é curto, pois "Tempus Fugit") com gente de tão baixo nível intelectual e tão fracos na capacidade de raciocínio. Inda mais que seria inútil: para quê destruir a fé deles, se não seria possível colocar outra no lugar? Porque é visível que, sendo incapazes de pensarem por si próprios, dependentes da muleta deles, ficariam dependentes de uma outra muleta qualquer ou pereceriam. Não seriam capazes de enxergar o Universo, nem de compreendê-lo.
Mas que eu ri bastante, ah, isso eu ri!!!
:-))
P.S.: se disserem que SÓ DEUS pode compreender o Universo, vou assustá-los dizendo: "E com Quem pensas que está falando, filho?" }:-D
Posted by: Aldhabaran | 26-09-2007 at 14:57
HOMEM COM CÉREBRO ATIVO:
São lobotomizados e portadores de uma mania compulsiva de colocar tudo dentro de parâmetros do tipo certo-errado, branco-preto, Deus-Diabo, sem perceber que essa mesma dicotomia e TODOS os seus valores podem ser invertidos com o uso de SUA PRÓPRIA lógica, dogma, crença, etc. Até com a própria Bíblia de um deles eu rechaçaria qualquer argumento que me dessem.
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PALHAÇO SHAOLIN:
se todo cientista fosse como aldhabaran que graça teria não viver só no mato, (viver no mato, na cidade, na dutra, menos no mar pois ainda não deduzi modo lógico para juntar os R$600mil pra comprar um veleiro chic, sem motor e só cum velas, q namoro em ubachuva!) com os cri-cri-cri das cigarras q não trabalham? :D :D :D :D NENHUUUUMA!! :D :D :D
Posted by: guakito manito | 26-09-2007 at 18:18
AMANTE DA COXUDA GOSTOSA, ao menos me parece aqui da distancia q a vejo, éRIS:
Se estiver interessado!
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citando o profeta do caos:
"As 'religiões livre', como eu gosto de chamá-las -pequenas, autogeradas, com cultos meio sérios/meio divertidos influenciados por correntes como o discordismo e o taoísmo anárquico - estão sendo fundadas por toda a América marginal". -Hakim Bey
claro q talvez me interesso, na familia, no comercio local, onde passo, quando não dizem q sou palhaço, dizem que distribuo dúvida e conflitos com minhas colocações, as sérias, as engraçadas, as verdadeiras, as falsa, as falsas verdadeiras sérias, as falsas verdadeiras engraçadas, as falsas sérias, as verdad... :D :D :D :D :D :D :D :D :D
eu sempre quis estudar relações exteriores direito e nunca tive um sinal de como fazê-lo. acho q eris é o canal! :D
quando a vontade bater aqui te mando email com a vontade que bater aqui, chefia! inté!
Posted by: guakito manito | 26-09-2007 at 18:26
Uma reflexão que alenta e que é um privilégio raro poder partilhar.
Não deixa, contudo, de ser ela própria um mandala. Parece que dois espelhos se colocaram um em frente ao outro e se aguarda que algo tenham que espelhar e reproduzir até ao infinito. Uma espécie de nanogramática do Pensamento?
É possível que a resposta à pergunta que nem sequer foi formulada seja a Arte.
Os meus cumprimentos pelo magnífico texto.
Posted by: BS | 26-09-2007 at 22:43
esse post ta com cara de Robert Anton Wilson :)
muito bom
mas só para trazer um pouquinho de contra-argumentação sobre este pragmatismo.. Apesar das analogias como do garfo e da faca serem muito bonitas, elas trazem embutidas a idéia que existem funções mais apropriadas para certos comportamentos. Mas quem dirá o que é o apropriado em cada situação?
Como o pragmatismo nos livraria de um nazismo, por exemplo? Poderia ser dito que, para os nazistas, aquele modelo também ´estruturava a relação com o mundo de forma adequada´. Entende o que estou querendo dizer?
Estou sendo um pouco advogado do diabo aqui pois concordo com você, mas sinto a dificuldade de argumentar contra um nazismo sem cair em um discurso de poder, com a pretensão de poder dizer qual modelo é melhor, chamando algo de não-ético, por exemplo. O argumento do ´bem para a humanidade´ ou ´equilíbrio´ seria muito vago...
e agora? :D
Posted by: endless endlessness | 27-09-2007 at 21:34
ERRATA: "Jung já afirmara a possibilidade de conhecimento último e que sabemos tão pouco da matéria quanto da psique"
correção: Jung já afirmara a IMpossibilidade de...
Posted by: FernandoR. | 28-09-2007 at 16:41
correção: Jung já afirmara a IMpossibilidade de...
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YEAH! por isso neném que eu de hj em diante com essa dor dilacerante de mil facas pela mão de deus perfurando meu coração e dando ânsia de vomitar bílis fosforescente na moita da noite escura onde o ego se cheira e se odeia e me pede por banho que limpa o mundo de mim e eu do mundo eu não to nem ai e por naum tá nem ai eu to 100% aqui e ai pois é só isso que posso fazer, eu sou um robo gigante com manto de leão (qual egipcio que águia, leão e homem se torna ao não mais querer-se apenas homem ou apenas leão ou apenas águia) que é comandado pelo relógio do tempo mágico de um menino japonês lindo e gordinho dentro de mim.
AO INFINITO E AVANTE, pois, há outra opção? Talvez ao FINITO QUE ME RETROCEDE... quero não... mas mesmo se eu quisesse o menininho lindo e gordinho e oriental em mim via seu relógio do tempo mágico que me comanda insiste em comandar, e voz de criança quando comanda manda, neném, AO INFINITO E AVANTE!
Lúcio. Reli seu site todo esses dias e vi que tudo q tou passando vc já avisou e que tudo q tou passando eu já previa em meus escritos cegos que me destruia! :D :D :D
eu dancei na chuva hj. Só deu um mini cagaço de tocar minha gaita diatônica, que é metal, no meio de um temporal... nenhum raio me atingiu para me re-educar. Acho que Xangô, thor, hercules ainda gostam de mim! :D :D :D
quando criança eu achava que chuva é urina divina! :D o pior q por mais q tenha me enganado, ainda acho que chuva é urina divina! Agora, se os deuses mijam em mim, oq faço comigo?
:D :D :D
Posted by: guakito manito | 28-09-2007 at 18:14
>>>eu dancei na chuva hj. Só deu um mini cagaço de tocar minha gaita diatônica, que é metal, no meio de um temporal...
Fez bem. Guarda a gaita, guarda a gaita.... Prevejo muitos dias e madrugadas dionisíacas para você usar sua gaita com mais efeito nas mentes circundantes. Toda gaita é de ouro.
;)
Mob.
Posted by: Kingmob | 28-09-2007 at 22:31
Esta "impossibilidade de" é que faz a paixão impelir, erotismo é alusão, é um quase; o orgasmo é um quase com sabor de tudo, a "impossibilidade" é a única possibilidade de ser humano total. Caem as vestes, personas: restam as respectivas nudezes impossíveis; a possibilidade de dilaceração lancinante é também a do êxtase esvaziador.
Conheça seu inimigo, diz a sabedoria Chinesa. Para isto mister é estudar o Órganon, heresia mais escandalosa da raça, vitupério ofuscante da liberdade que se desconhece.
A razão é somente uma possibilidade de razão em um milhão elevado a um milhão, e talvez das menos arrazoadas.
A dilaceração destrói a ilusão da concretude, restando um caldo nutritivo de (im)possibilidades, onde há o conhecimento da responsabilidade (impossível) pelo próprio destino. Mais que pelo destino de si, pelo destino do próprio nicho de realidade que cabe àquele inominável, (im)possível ser nu.
Muito mais que a lógica auto-perpetuante e virótica aristotélica, atualiza-se o cabedal abundante de não-lógicas da sensação e intuição, em imagens e vivências de caráter igualmente viável e vivível.
Desta perspectiva a dilaceração nem é tão dolorosa, mesmo que no processo venham diluir-se identidades, sonhos, medos, raivas, inseguranças, repressões, afetos, alegrias, gostos, desejos, conhecimentos e tudo o mais. Qualquer identidade mais que ilusória é temporária. "Sede sábios como as serpentes", ou seja "Troquem de pele seus otários".
A fato é: quem se dilacera do ponto de vista do dilacerado grita de dor. Quem se dilacera de ponto de vista do espectador uiva de liberdade.
Mob.
Posted by: Kingmob | 28-09-2007 at 23:22
Olá amigo
Esse desenho de mandala aí em cima me impressionou muito. Gostaria de saber sua origem (autor) e se há algo escrito sobre ele, sobretudo na internet.
Posted by: Aristão | 29-09-2007 at 15:12
Aristão,
essa mandala foi feita por uma das pacientes de C. J. Jung durante processo analítico e encontra-se no livro "Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo" de autoria do mesmo, com a respectiva explicação de seu significado simbólico.
[]s
Mob
Posted by: Kingmob | 29-09-2007 at 17:22
>"Sede sábios como as serpentes", ou seja "Troquem de pele seus otários".
A fato é: quem se dilacera do ponto de vista do dilacerado grita de dor. Quem se dilacera de ponto de vista do espectador uiva de liberdade.
Mob.
Sinto uma espécie de arrependimento por tão inflamada reação contra os caras daquele sáite lá em cima, KingMob. Na realidade, me parece mais como uma espécie de irritação resultante de enxergar neles algo que não gosto de ver em mim mesmo - a tendência para absolutizar tudo.
Falo de uma dança cósmica, que já citei em outro post, e de que o Guako tanto fala.
Beeeem, se fosse fácil todo mundo estaria iluminado. É simples. Mas não é FÁCIL.
Imortalizando e aprendendo...
Posted by: Aldhabaran | 05-10-2007 at 11:43
Na pior da hipóteses, você que está lendo esta mensagem pode ser a "única coisa real".
E o resto, eu, este blog, os cientistas, não passaríamos de mero fruto de sua cognição :)
Posted by: OMestreQueNadaSabe | 07-10-2007 at 16:27
Salve, Lucio!
Uma perguntinha para quando você voltar de suas férias no havaí. Você está familiarizado com a teoria das energias sutis do Ken wilber? Alguma opinião formada?
Meanwhile, enjoy your umbrella drink...
Abraço,
A.
Posted by: Andrei Punte l | 09-10-2007 at 22:51
Olá L.!
Acompanho seu excelente blog já faz pelo menos um ano e essa é a primeira vez que comento. Na verdade, normalmente não tenho muito a acrescentar aos debates, porém, nos seus dois artigos “o evangelho segundo são dawkins” e “garfo e faca” notei que grande parte dos “vinte fiéis leitores” concorda com você em tudo, e eu discordo em alguns detalhes, por tanto resolvi falar (aliás, qual é a graça de uma mesa redonda onde todos concordam com todos?!)
Eu estudo engenharia mecânica e também me interesso por assuntos relacionados ao ocultismo, logo, posso dizer que conheço um pouquinho dos dois lados da moeda.
Gostei muito de uma frase sua “a ferramenta adequada pra determinado contexto pode não servir em outro”
Bem, desde os gregos até hoje nossa sociedade vê o sol nascer e se pôr todos os dias e tentamos até hoje buscar alguma compreensão da realidade. A ciência não está aí para criar “leis eternas” e sim para tentar aperfeiçoar as nossas ferramentas. Não temos como provar que uma lei é absoluta. É da observação de que as coisas caem para baixo que nós supomos que “as coisas caem para baixo”, se algum dia observarmos uma pedra cair para cima, então teremos que reformular nossa idéia. Ou seja, tudo na ciência é na base da suposição e da teoria, a ciência não afirma ter a verdade absoluta. ("Só sei que nada sei")
O legal da ciência é justamente isso, alguém cria uma teoria e um outro vai lá e desbanca o cara, depois chega outro e desbanca novamente...
Creio que até aqui nós dois concordamos.
Sobre Dawkins, eu nunca vi ele falar que a ciência é uma verdade absoluta, ele contesta sim a influência religiosa sobre a ciência. Ele me parece um pouco radical e “descuidado nas críticas”, mas eu até o entendo, pois atualmente estamos vendo surgir uma igreja universal a cada esquina, o criacionismo em onda crescente e ninguém se manifesta de forma dura para não ser tido como preconceituoso ou coisa do gênero.
É claro que o criacionismo até pode ser verdade (“só sei que nada sei”), mas sobre os fatos ele se mostra falho em diversos aspectos, sendo necessário no mínimo uma total revisão.
Bem, acho que já me estendi demais,
Abraços!
Glauber
Posted by: Glauber Kist | 09-10-2007 at 22:51
Linda combinação entre a filosofia de Kant e o utilitarismo.
Parabéns de verdade pelo texto e um ótimo ano!
Posted by: Flávio | 02-01-2008 at 01:03
Ops, pragmatismo.
:X
Posted by: Flávio | 02-01-2008 at 01:21
Uau! Isso é que eu chamo de reflexão! E organizada, ainda por cima.
Gostaria de fazer uma pergunta simples, objetiva e diretíssima: "O que pensa V.Sa a respeito do "Milagre Eucarístico de Lanciano"?
http://artedartes.blogspot.com/2007/04/lanciano.html
Grato.
Posted by: H K Merton | 13-01-2008 at 14:12
Correndo o risco de te decepcionar, eu não tenho uma opinião formada. A eucaristia me interessa muito mais como realidade simbólica do que como fenômeno concreto, então eu tendo a ver os milagres eucarísticos (e, na verdade, os milagres em geral) mais como uma mise-en-scene do inconsciente para reforçar o significado simbólico. Acho os milagres perfeitamente possíveis, mas irrelevantes, um pouco como o budismo encara os poderes mágicos que acompanham os diferentes estágios da iluminação: não acrescentam muita coisa e podem ser uma distração.
Posted by: Malprg | 16-01-2008 at 14:01
>Parabéns de verdade pelo texto e um ótimo ano!
Valeu, Flávio! Um ótimo ano pra você também.
Abs.
L.
Posted by: Malprg | 16-01-2008 at 14:03
thanks much, man
Posted by: Sibylwy | 22-03-2008 at 18:48
Que texto excelente!!
Um verdadeiro princípio norteador... ou diríamos, organizador!! :-)
Abraços!
E parabéns pelo blog! Ele é muito bom mesmo!!
Posted by: Marcel | 30-04-2008 at 14:37
Olá L.!
O teu artigo "Garfo e Faca" foi publicado a mais de 1 ano e o ultimo post dele a seis meses. Agora tomei a liberdade vir atormentar esta fera adormecida, só não sei se serei ouvido. De qualquer forma fica aqui o registro para caso num futuro distante aqui chegue um viajante longínquo.
A ciência nada mais é que meu garfo. Porém, há sobre a mesa um outro instrumento, a faca, que eu ainda não aprendi a usar...
Bem, como postei antes (sete posts acima) parte das criticas que você fez contra Dawkins não são precisas. Você também já declarou que não perderia tempo lendo Dawkins, e isso é uma lástima.
Tu falas da "cegueira" dos cientistas que subestimam parte dos fatores por pura mesquinhez, pois note que o mesmo defeito encontra-se ao ignorar Dawkins.
Também discordo de Dawkins em alguns pontos, mas não por causa dos fatores citados por você.
Ele nunca falou que a "ciência é uma verdade absoluta". Repito que ele critica a religiosidade na ciência e no ensino, mas isso não significa que a ciência seja a verdade.
Também não é exata sua definição de cético como "aquele que nega tudo". Cético é aquele que duvida tudo, ou seja, aquele que não toma nada como certo, isso inclui a própria ciência, a Dawkins, ou a si mesmo. Claro que a maioria dos que se declaram céticos furam a definição, pois eles nada mais são que aqueles fundamentalistas que tomam a ciência como verdade e negam o resto até o túmulo. Se Dawkins está entre eles? Em parte sim, mas não como pensas (só lendo-o para entender).
O garfo da ciência leva tudo à boca e com ela mato a fome. Minha faca não tem fio, ou talvez tenha, mas eu não sei como usá-la. Isso faz com que o almoço seja engolido arduamente em grandes pedaços, sujando os lábios, cortando a comida com os dentes.
Pois se esta faca pode cortar e acabar com este anseio, então mostra e que aprenderei a usá-la.
Posted by: Gçlauber | 19-10-2008 at 02:30
Caro Glauber, o Franco-Atirador está encerrando suas atividades para dar lugar a um novo blog, com mais colaboradores (www.anoitan.wordpress.com). Mas, como essa é uma discussão já iniciada, vamos a ela.
Eu nunca disse que não perderia tempo lendo Dawkins. Disse que não acho que vale a pena gastar dinheiro para comprar (o que é diferente de não ler) um livro específico dele, nominalmente, Deus - Um Delírio, e isso porque esse livro não traz nada de novo, apenas sintetiza argumentos que Dawkins já usou em outras obras e entrevistas. E eu sei disso porque li (mas não comprei) Deus - Um Delírio. Por outro lado, comprei e li vários outros livros do Dawkins e, quando não está falando de religião, acho que ele tem coisas muito interessantes a dizer. O Gene Egoísta, particularmente, é um livro que li e reli várias vezes porque, além do conceito de memes, apresenta outras idéias instigantes, como a hipótese de que a consciência tenha evoluído a partir da capacidade de simulação do cérebro, uma hipótese que inclusive estou revisitando porque acho que é uma chave para compreender a importância da ficção em nossas vidas. Como vê, eu não sou um antidawkinista, só não concordo com a visão que ele tem da religião, que é simplista. Não é que o fundamentalismo religioso não exista e não mereça as críticas que ele faz, mas a esfera religiosa tem muitas outras dimensões além do fundamentalismo, dimensões antropológicas, psicológicas e espirituais que Dawkins ignora totalmente.
Por outro lado, Dawkins pode não afirmar com todas as letras que considera a ciência como uma verdade absoluta, mas é assim que ele age na prática, uma vez que se recusa a considerar qualquer coisa que não tenha sido validada pelo crivo científico. E isso é absolutizar os critérios da ciência como único parâmetro da verdade.
Quanto aos céticos, você não entendeu o meu ponto. Muito antes dos cientificistas adotarem o termo "cético", o ceticismo era uma corrente filosófica, surgida na antiga Grécia e que se negava a aceitar a validade de qualquer afirmação definitiva sobre a natureza da realidade. Era a esses céticos, que são os verdadeiros céticos, que eu estava me referindo no post, justamente para contrastá-los com aqueles que acham que duvidar em nome da ciência é ceticismo: um cético no sentido filosófico duvida de tudo, inclusive da ciência.
Caso não tenha ficado claro, é o meu caso.
Abs.
L.
Posted by: Malprg | 19-10-2008 at 03:27