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20-08-2007

O Evangelho Segundo São Dawkins

DawkinsCrentes, tremei! Ateus e céticos do país, regozijai-vos! Acaba de chegar às livrarias brasileiras, pela Companhia das Letras, a principal arma de Richard Dawkins em sua santa cruzada contra as religiões: Deus, um Delírio, livro cujo título já diz tudo sobre o tom panfletário, a postura de dono da verdade e o flagrante desrespeito por qualquer um que não compartilhe de suas crenças, qualidades que Dawkins já demonstrou sobejamente em suas muitas entrevistas e ensaios.

Não vou comprar, claro. Prefiro investir meu suado dinheirinho e meu escasso tempo com Medo e Delírio em Las Vegas, que a Conrad também está lançando por aqui. Até porque, não sendo nem crente, nem ateu, a argumentação simplória dos céticos não me faz a menor mossa. Mas Dawkins é um espécime curioso, talhado sob medida para ilustrar como o fundamentalismo cientificista está mais próximo do fanatismo religioso do que seus valorosos defensores gostariam de pensar.

Areia do Saara. – Como seus companheiros de trincheira costumam fazer, Dawkins reduz a religião ao fundamentalismo. A essência do comportamento religioso, de acordo com esse ponto-de-vista, não está em Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Ibn Arabi ou Shankara, eruditos que amparavam suas crenças religiosas em uma sólida base científica e filosófica, mas nos homens-bomba de Osama bin Laden e no pentecostalismo grosseiro de Bush. A partir daí, fica fácil argumentar que a religião só trouxe prejuízo à humanidade. Como diria Charles Fort, com esse tipo de argumento, eu posso provar facilmente que você é feito de areia do Saara – basta desconsiderar tudo o que há em você e que não é areia do Saara.

Além disso, ao igualar religião e fanatismo, Dawkins mostra uma ignorância crassa sobre a história e o dinamismo dos grupos religiosos, uma ignorância ainda mais imperdoável se considerarmos a quantidade de dados sobre o assunto reunidas ao longo de todo o século XX pela antropologia, psicologia e até neurologia, e que estão à disposição de quem quiser se informar em qualquer livraria ou biblioteca. Mas é claro que Dawkins não quer se informar. Do contrário, seria obrigado a reconhecer que o fundamentalismo, longe de ser uma característica essencial das religiões, é um fenômeno tardio, que surge quando as estruturas religiosas entram em decadência.

Basta olhar um de seus alvos favoritos, o islamismo, para constatar que o fundamentalismo islâmico é um movimento recente, que só surgiu no ocaso de uma das civilizações mais refinadas, culturalmente sofisticadas e tolerantes que o mundo já conheceu. Dentro das fronteiras do Império Islâmico, muçulmanos, cristãos e judeus conviviam e dialogavam livremente. Graças ao respeito pelo passado, que levou a civilização islâmica a preservar obras fundamentais da filosofia e da ciência greco-romanas, a cultura antiga escapou de desaparecer com a desagregação do Império Romano que lançou o ocidente na barbárie.  O espírito colaborativo e a valorização do conhecimento fizeram com que, no mundo árabe, a física, a astronomia e as demais ciências, bem como a medicina, estivessem muito mais avançadas do que em qualquer país da Europa no mesmo período. Nessa época, Osama e seus Bin Ladens não eram nem sequer um brilho no fundo do olho de Iblis.

Por caminhos mais tortuosos, o cristianismo demonstra a mesma coisa. A Inquisição só surgiu no século XVI, quando os dogmas católicos começaram a ser questionados sob o duplo impacto do protestantismo e da ciência – que, nessa época, diga-se de passagem, não era ateu, mas de inspiração neoplatônica, isto é, apoiado em uma filosofia assumidamente religiosa. Qualquer dúvida, as biografias de Galileu, Tycho Brahe, Johann Kepler, Copérnico e Giordano Bruno, entre outros, estão aí para não me deixar mentir. Isso pra não falar de Descartes e Leibniz, que se interessavam por alquimia e foram obcecados pelo movimento rosa-cruz, bem como, mais tarde, de Newton, alquimista teórico e praticante, que derivou boa parte de suas teorias (como o conceito de “força”, por exemplo) de seus estudos alquímicos.

Claro que, mesmo antes da Inquisição, o catolicismo já não era lá um grande exemplo de mente aberta e que as Cruzadas inauguraram a saudável prática de passar todo mundo no fio da espada, esperando que Deus separasse os dele, mas isso só prova a tese daqueles que acham que a decadência do cristianismo começou quando a Igreja se aliou ao Império Romano.

Os Demônios da Dúvida. – O fato é que o autêntico espírito religioso não é fanático e que o fanatismo só surge quando o espírito religioso desvanece na entropia e na desagregação. Coube a Jung demonstrar – tomando como caso de estudo o seu próprio pai, um pastor luterano cuja adesão inflexível aos dogmas escondia profundos questionamentos que o corroíam por dentro – que o fanatismo, na verdade, é um mecanismo neurótico de defesa contra dúvidas inconscientes. O fanático não é aquele que acredita – em Deus, na Ciência, seja no que for – mas aquele que deixou de acreditar. O fanático duvida com tanta intensidade que não pode se dar ao luxo de admitir as próprias dúvidas e, assim, reprime-as no inconsciente. É para se proteger contra elas que ele constrói uma postura rígida. Por esse motivo, ataca com violência (verbal ou física) qualquer um que ouse questionar suas crenças – porque basta o menor questionamento para o edifício inteiro desmoronar.

No entanto, isso também vale para os devotos de São Dawkins. A veemência com que os autoproclamados céticos atacam os religiosos em nome do conhecimento científico, a virulência de sua defesa das verdades científicas, o sarcasmo quase ofensivo com que brindam qualquer outra crença é uma demonstração eloqüente de que, quanto mais os cientificistas defendem conscientemente que todas as respostas devem vir da ciência, mais eles duvidam inconscientemente de que a ciência possa ter todas as respostas.

Um exemplo basta para demonstrar o que estou dizendo. De acordo com a resenha da revista Época desta semana (link, infelizmente, só para assinantes), ao lado dos extremistas religiosos, a outra bête noire contra a qual São Dawkins se bate são os pastores que querem que o criacionismo seja ensinado nas escolas, sob o nome de teoria do design inteligente, ao lado do evolucionismo. Os proponentes do design inteligente não defendem que a teoria da evolução seja banida do ensino, mas que seja apresentada como isso mesmo, uma teoria, e que se diga às crianças que existem outras teorias alternativas.

Ok, os mais radicais defendem, sim, que o evolucionismo seja substituído pelo relato bíblico da criação, mas nivelar todos os criacionistas por baixo e jogar todos no mesmo balaio é uma injustiça, que não faz jus à inteligência – sofisticada ou sofística, não importa – de boa parte dos adeptos do design inteligente.

O mais curioso é que a postura de Dawkins é idêntica, não à dos criacionistas mais moderados, mas precisamente à dos radicais. Da mesma forma que os extremistas gostariam de proibir o evolucionismo em sala de aula, Dawkins é contra o ensino religioso nas escolas. Quer que as crianças aprendam somente a teoria da evolução, não como a teoria razoável e bem-fundamentada que é, mas como um fato absoluto e indiscutível. Dawkins justifica essa atitude com um argumento paradoxalmente oblíquo. Segundo ele, se todas as evidências científicas forem mostradas com honestidade às crianças, elas terão condições de decidir por si mesmas se a Bíblia é literalmente verdadeira ou não.

Agora, me corrijam se eu estiver errado. Se o objetivo é deixar as pessoas decidirem por si mesmas qual é a alternativa correta, então todas as alternativas não teriam que ser apresentadas com isenção e imparcialidade? Apresentar o evolucionismo como um fato científico estabelecido e, ao mesmo tempo, impedir que os defensores do design inteligente tenham uma chance igual de expor seu ponto-de-vista não é uma maneira de manipular os alunos, direcionando-os para uma conclusão pró-evolucionista?

Não me entendam mal, eu não estou defendendo o criacionismo. Como qualquer pessoa sensata, acredito piamente na evolução das espécies e que, com a seleção natural, Darwin topou com um dos mecanismos mais importantes dessa evolução. Já não estou tão certo de que seja o único mecanismo. A teoria junguiana dos arquétipos e os atratores estranhos da matemática do caos (que alguns consideram duas maneiras diferentes de descrever a mesma coisa) apontam para a possibilidade de que existam padrões de auto-organização atuando sobre a evolução das espécies, ao lado e em conjunto com a seleção natural, e Marie-Louise von Franz já havia sugerido, numa nota ao capítulo que escreveu para O Homem e seus Símbolos, que o desenvolvimento das espécies pode ocorrer de forma sincronística. Mas é claro que arquétipos, atratores estranhos e efeitos sincronísticos não têm nada a ver com o Grande Arquiteto do Universo com que sonham os criacionistas.

Meu ponto, no entanto, é outro. Uma vez que a teoria da evolução é tão razoável que, conhecendo seus argumentos, qualquer pessoa sensata não hesitaria em aceitá-la, por que é que Dawkins teme que ela seja ensinada lado a lado com o criacionismo, ou com qualquer outra explicação alternativa? Também aqui, trata-se de seleção natural, pois não? Coloca-se as várias teorias para competirem umas com as outras e a mais apta inevitavelmente sobrevive. Se Dawkins está plenamente convencido de que a teoria mais apta é o evolucionismo, por que temer o confronto? E por que combater as alternativas com tamanha virulência? A equação junguiana, segundo a qual o fanatismo consciente é diretamente proporcional à intensidade das dúvidas inconscientes, talvez se aplique aqui. Em sendo assim, dá para imaginar a força com que o mundo inconsciente de Dawkins é assombrado pelos demônios da dúvida.

O Deus de Dawkins. – Há um outro aspecto no raciocínio de Dawkins que chama a atenção. Vamos olhá-lo de novo, desta vez citando textualmente a matéria da Época: “Expostas a todas as evidências científicas, as crianças vão crescer e ter condições de decidir se a Bíblia é literalmente verdadeira ou se o movimento dos planetas influencia sua vida, afirma Dawkins”, aproveitando para alfinetar os astrólogos, outro grupo que os céticos amam odiar.

A visão cética, portanto, fica presa a uma alternativa binária: ou bem as narrativas religiosas são literalmente verdadeiras, ou bem elas são falsas; ou bem os planetas influenciam fisicamente a vida das pessoas, ou bem a astrologia é uma furada.

Da astrologia, eu não vou falar aqui, porque daria muito trabalho explicar de que forma ela é um sistema simbólico plenamente operacional mesmo que não haja nenhuma influência física dos astros sobre as pessoas. Prefiro me concentrar no tema principal deste post, que é o ataque dos céticos à religião, ou melhor, a crença ingênua dos céticos de que expor os absurdos do fundamentalismo religioso equivale a demolir a religião tout court.

“A hipótese de Deus”, escreve Dawkins, “é que existe uma inteligência sobrenatural que deliberadamente projetou e criou o universo e tudo dentro dele, inclusive nós.” Essa hipótese não se sustenta porque, de acordo com ele, se Deus existisse, estaria sujeito às leis da evolução: “Inteligências criativas, sendo fruto da evolução, necessariamente chegam mais tarde ao universo, e por isso não podem ser responsáveis por projetá-lo.”

Mesmo se admitíssemos a idéia de um Deus criador, tal qual acreditam os evangélicos, o argumento de Dawkins é uma falácia, e um Santo Agostinho ou Santo Tomás de Aquino não teria a menor dificuldade em mostrar sua inconsistência: ele só seria válido se Deus fizesse parte do universo e, portanto, estivesse sujeito a suas leis; mas o conceito de uma divindade que criou o universo pressupõe, justamente, que Deus é anterior ao universo e, dessa forma, precede essas leis que, na verdade, segundo essa hipótese, teriam sido determinadas por ele. Se foi Deus quem determinou as leis naturais, as leis naturais não poderiam determinar Deus.

Mas eu não estou aqui para encher a bola do Grande Arquiteto do Universo porque, e nisto Dawkins tem razão, tomada ao pé da letra, ela é uma idéia simplória. A questão é que tomá-la ao pé-da-letra é um erro dos fundamentalistas, incapazes de compreender o caráter metafórico das narrativas míticas. O Deus Pai ou a Deusa Mãe não são senão símbolos personificados de uma realidade que, em si mesma, é de natureza impessoal, ou melhor, transpessoal, e que transcende todas as formas, nomes e signos que possamos usar para nos referir a ela. É por isso que os místicos de todas as religiões insistem na chamada teologia negativa, isto é, na compreensão de que aquilo que chamamos de Deus está além dos limites da razão, da linguagem e da percepção. Isto porque o que nós denominamos “Deus” é o fundamento último não só da realidade, mas também dos processos cognitivos que usamos para perceber e interpretar essa realidade. Dessa forma, ele é anterior a esses processos e, conseqüentemente, não é abrangido por eles.

É claro que um racionalista de boa cepa como Dawkins teria problemas em aceitar que exista um nível de realidade que está além das limitações da razão, até porque o racionalismo se apóia sobre o axioma de que a razão não tem limitações. Mas, como todos os axiomas, o primado da razão é indemonstrável e, assim, torna-se uma questão de fé, tanto quanto a confiança do fundamentalista na existência literal de um Papai do Céu.

Mas, independente de São Dawkins admitir ou não essa possibilidade, o que não dá para negar é que o Deus da teologia negativa não tem nada em comum com o Deus do fundamentalismo religioso: ele não é uma inteligência sobrenatural, não projetou deliberadamente o universo, nem o criou por um ato de vontade. Logo, nem todo o pensamento religioso é fundamentalista. Existe pelo menos uma concepção de Deus à qual as críticas de Dawkins à hipótese do Deus Criador não se aplicam, o que torna seu demolidor ataque à religião bem menos demolidor do que ele gostaria.

Da perspectiva da teologia negativa, o relato bíblico, bem como todos os mitos da criação, é tão simbólico quanto a imagem de Deus que eles apresentam. Sabendo disso, um místico como Teilhard de Chardin, por exemplo, poderia facilmente conciliá-los com o relato científico da criação – até porque, por tudo o que sabemos sobre o funcionamento da psique, as teorias cosmogônicas podem acabar se revelando tão míticas e simbólicas quanto o próprio mito de um Deus que criou o mundo dizendo “Faça-se a Luz.” Afinal de contas, a singularidade inicial que deu origem ao universo, de acordo com a teoria do Big Bang, não é, por definição, um ponto onde as leis da física, tais como a conhecemos, deixam de ser aplicáveis e que, por isso, não pode ser adequadamente descrita nem pela linguagem, nem pela matemática, que se contenta em indicá-la com uma notação abstrata? Não é, pois, uma entidade tão impessoal e incompreensível quanto o Deus da teologia negativa, que tanto os fundamentalistas da religião quanto os da ciência são incapazes de compreender?

Comments

Estudei numa escola em que até no segundo grau havia aulas semanais de religião. Se não tivesse assistido a estas muitas aulas, talvez não estivesse escrevendo aqui hoje.

Durante uma noite, enquanto estudava para a prova de religião, li a seguinte frase a respeito do Budismo, que me comoveu profundamente e me deu uma direção na vida: "O Budismo tem como objetivo principial diluir o ser do sujeito no nada".

Era um adolescente um pouco niilista (quem não foi?), e embora a frase estivesse um pouco imprecisa, era exatamente o que eu precisava ler para me apaixonar.

O que mais tem aí são cientistas cabeça oca, ficaram presos no Iluminismo e no monoteísmo da razão pura.

Não os culpo, a duvída para quem dá valor a verdade é por demais dilacerante.

Lembro-me também quando li Freud, "O Futuro de uma Ilusão", como tive a sensação de humildade ao sentir que até um grande visionário como ele tinha suas limitações, e não pequenas. E como Jung um pouco depois, me deu um monte de tapas na cara, e continua me dando, a cada leitura.

A via negativa é o que de mais moderno em tecnologia a humanidade inventou até hoje.

[]s de
Um Mob saudoso e romântico.

E assim se faça a luz! Novamente, um texto brilhante e incrível, que veio clarear algumas idéias desconexas que andava aqui na minha caraminhola. Por favor, continue com os textos. São bálsamos aos olhos.

RAW já definia essa turma como a Nova Inquisição: http://www.madras.com.br/exibir_produto.asp?idprod=786
Que costumava atacar o próprio meio com queima de livros e boicotes a cientistas que "levantavam outras possibilidades".
Sempre neste tom gentil do Dawkins. Fundamentalismo pode render pauta para o Superpop, mas não ascrescenta muita coisa para quem já sabe contar além do um.

"Creio em DNA Todo Poderoso, criador dos seres do Céu e da Terra..."

Esse deve ser o credo de São Dawkins. Sou biólogo por formação, e meto um pé na cara do Dawkins em toda discussão que algum sujeito me põe esse cara na roda. Ele tem lá seus momentos - em O Relojoeiro Cego ele tem vários - mas escorrega no tomate com tanta vontade que chega a rivalizar com políticos atuais de peso internacional (não, eu não preciso dizer quem são).

Não há muito o que discutir: Dawkins é um reflexo do que se observa hoje na Ciência, um "cair-em-si" que tira o chão do sujeito, mostrando o quão pouco se sabe sobre quase nada, e que muitas vezes se está errado.

Chato, não? Parece um pouco com... a Vida, não acham? ;)

Salve Lucio!
O Dawkins é um mala! Engraçado que acabei de citar isso num comentario no blog do Pedro Dória. Sincronicidades...
Toda vez que o vejo discursando, imagino como seria engraçado vê-lo discutindo com um budista ou sufi de primeira linha. Seu argumento preferido é o do avião: Você agradeceria a bondade de Deus por salvá-lo de um acidente de avião, mas como um Deus de bondade infinita poderia permitir a morte de uma criança inocente nesse mesmo acidente? Dá a impressão que se está ouvindo uma criança de seis anos. Dá bem para discutir com a Carla perez e o Padre Quevedo no programa da Luciana gimenez.
Isso non ecziste!
Abraço,
Andrei.

não só um mala como meio burro, pois cresceu sua imagem distorcendo o trabalho do william hamilton, o qual, não canso de lembrar, encontrou uma PROVA, antes de ir morrer no congo, de que a hipótese gaia é mais q uma hipótese ao estudar, por dica do lovelock, o comportamento reprodutivo das algas e sua correlação com a formação das nuvens... mas ao estudar lado a lado a belíssima formula centrada nos genes do bill hamilton e os caricatos genes egoístas do tio mala... ah! as abelhas do bill hamilton bem q poderiam visitar o inglês bundão...

Como qualquer pessoa sensata, acredito piamente na evolução das espécies e que, com a seleção natural, Darwin topou com um dos mecanismos mais importantes dessa evolução. Já não estou tão certo de que seja o único mecanismo.
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o maior evolucionista DEPOIS do barbudão do beagle, o William Hamilton, DEPOIS de EXPERIMENTAR EM CAMPO (pois como darwin bill hamilton era um homem da natureza, ao ponto de nadar entre piranhas pra salvar o barco em que estava!!), enfim, depois de experimentar em campo e verificar que as algas diminuiam sua reprodução de acordo com a quantidade de nuvens no céu sobre os mares (google it pra entender a relação das algas com a formação de nuvens), por dica do criador da hipótese gaia, Hamilton SÓ PODE CONCLUIR QUE A SELEÇÃO NATURAL SE ESBARRA NA PRESERVAÇÃO DO "TODO" BIOLÓGICO, ou seja, até os genes egoístas do Dawkins (q na verdade são cria do próprio Hamilton) SABEM QUANDO É MELHOR DEIXAR O EGOÍSMO DE LADO QUANDO ELE É PREJUDICIAL... pena q Hamilton morreu antes de poder voltar pro reino unido e terminar sua pesquisa sobre as algas.... enfim, se as algas forem egoístas e só pensarem em se reproduzir ao infinito e além, o planeta estaria todo coberto de nuvens, seria um gelo e não haveria muita vida por aqui... é legal quando o maior neo-evolucionista de todos percebe que talvez a hipótese gaia não seja tão hipótese assim.

Bom, como discordiano, tenho a crença inabalável de que é um erro ter crenças inabaláveis. De resto, ótimo post, parabéns!

Kharis kai eirene.
Meus parabéns pela abordagem a respeito do fanatismo e pseudo-fundamentalismo de Dawkins. Ele faz parte do grupo de pensadores que pouco reflete sobre as falácias que vomitam. Prefere atacar a Deus, a religião e o criacionismo como propaganda de seu espírito amargurado, e não com juízo e acuidade crítica. O debate entre fé e razão,evolucionismo e criacionismo, gnosticismo e agnosticismo, teísmo e ateísmo, ciência e religião e o limite de ambas não é apenas plausível como também necessária. Porém, Dawkins, Jack Miles, este mais agudo do que aquele, procuram ridicularizar a crença, a religião, em vez de criticá-las filosófica e metodologicamente. Na área do debate Dawkins não merece crédito, diferente do americando Dan Barker que mantém um tom ácido de contestação, mas passível de argumentação. Filósofos contrários à religião como Feuerbach, Marx, Hume, Heidegger, excetuando o que deve ser excetuado, são melhores do que Dawkins, embora não totalmente corretos.

Esdras Costa Bentho
www.teologiaegraca.blogspot.com

Apesar do clima dos coments. Whatever. Vou comentar rs.

Acharam uma pegada que pode ter cerca de 2 milhões de anos.
Eita homem das cavernas. Sem Deus. Sem trânsito. Sem pagar aluguel pelo um pedacinho de terra para morar. Ou pagar muito por outras questões quaisquer. Sem discussões sobre espíritos, religiões e política. Precisava saciar tão somente a fome. E não o ego.

E se tudo num passa de invenções de uma mente ainda querendo achar explicações para o “trovão” - Achar explicações para tudo? ( e assim durante a evolução despertou o ego).

Tudo por causa do espeto na mente. Sentimos que existe algo. Mas não sabemos o que é. Só temos um monte de explicação humana a respeito.

O budismo tem um lance egoísta, mas ao ver uma imagem de Buda meditando para poder sair do sofrimento é o que mais faz sentido. Pra mim, lógico. Apesar de como ele morreu, como foi o seu fim. Pelo menos ele controlou ao máximo a sua mente, controlou esse “algo” (espeto na mente) que ainda é inexplicável. O jeito de morrer só mostra como fazemos parte da natureza. Aquele lance que também faz muito sentido: - do pó tu veio, ao pó tu voltarás. E nessa, servimos de alimento, adubo, etc. Puro ciclo da natureza. O qual sempre fizemos. Desde o primórdio até hoje em dia.

Coisas como céticos, ateus, Superpop e pessoas como a C. Perez fazem parte da evolução. Difícil aceitar, mas tudo esta evoluindo. Consegue entender que algo errado tb evolui? Se é que realmente esta errado. E de repente eu, você - acredita numa coisa que foi a maior mentira de todos os tempos. Acredita numa coisa que não existe. E defende a idéia e pensamento com unhas e dentes. Como realmente saber? O que realmente fazemos são escolhas. Escolha para o jeito de encarar a vida. Porque o fim - esse é o mesmo para todos. O lixo é reciclável. E se para a natureza também somos recicláveis...
O fato de existir tanto debate religioso é que deixa o mundo F#%* do jeito que está.
Algumas pessoas e situações existem pelo fato de todos terem sua parcela de contribuição. Apareça "novo" de onde quer que vc se esconda. Mostre que estou enganado. Que não apenas existe o super-chimpanzé, e sim o super-homem. Que vai mudar essa ladainha, essas coisas velhas que ainda insistem em utilizar como engrenagem.

'Coisas como céticos, ateus, Superpop e pessoas como a C. Perez fazem parte da evolução" . Sei não, Mcnaught, pra mim a Gimenez é um beco evolucionário. O hardware é bom , mas aquele software é pior que windows 2000.

>O que mais tem aí são cientistas cabeça oca, ficaram presos no Iluminismo e no monoteísmo da razão pura.

Sim. A Idade da Razão começou simbolicamente no dia 10 de novembro de 1793, quando os revolucionários entronizaram a Deusa Razão na Notre-Dame de Paris. A deusa foi representada por uma atriz, Thérèse Momoro, e caracterizada com todos os atributos de Palas Atena. Mitologicamente, portanto, pode-se dizer que o racionalismo foi um golpe de estado de Palas Atena que, como Jeová já tinha feito antes, proclamou que não há outro deus senão ela.

Abs.
L.

>Novamente, um texto brilhante e incrível, que veio clarear algumas idéias desconexas que andava aqui na minha caraminhola.

Valeu, Nana.

>Por favor, continue com os textos.

Não se preocupe, eu vou continuar - na medida do possível. :-)

>RAW já definia essa turma como a Nova Inquisição

Exato. Existe uma ortodoxia científica que se aferra a determinados paradigmas e faz de tudo pra que eles não sejam questionados. O Thomas Kuhn mostrou que um paradigma novo só se impõe quando os cientistas que defendiam o antigo morrem ou se aposentam...

>Dawkins é um reflexo do que se observa hoje na Ciência, um "cair-em-si" que tira o chão do sujeito, mostrando o quão pouco se sabe sobre quase nada, e que muitas vezes se está errado.

Pois é. Como eu escrevi no post, essa é a lógica do fundamentalismo: ele endurece (e perde a ternura :-D) precisamente no momento em que seu edifício de crenças estabelecidas começa a ruir.

>Toda vez que o vejo discursando, imagino como seria engraçado vê-lo discutindo com um budista ou sufi de primeira linha.

Iam fazer barba, cabelo e bigode do Dawkins em um tempo, dois tempos e metade de um tempo. :-)

>Dá a impressão que se está ouvindo uma criança de seis anos.

Ele está tão preso à imagem infantil do Papai do Céu quanto os beatos que o irritam (e que talvez o irritem precisamente por isso).

Abs.
L.

>A SELEÇÃO NATURAL SE ESBARRA NA PRESERVAÇÃO DO "TODO" BIOLÓGICO

É um pouco como a "astúcia da Razão" do Hegel: enquanto cada indivíduo persegue seus interesses particulares, trabalha sem saber para o desenvolvimento do Todo.

Abs.
L.

>Bom, como discordiano, tenho a crença inabalável de que é um erro ter crenças inabaláveis.

Concordo. A minha visão é a de que crenças e teorias não passam de ferramentas que usamos para dar forma à nossa percepção do mundo. Não existem ferramentas verdadeiras ou falsas, existem ferramentas adequadas ou inadequadas. E isso vai depender do que você quer fazer com eles: a ferramenta adequada pra determinado contexto pode não servir em outro.

>Meus parabéns pela abordagem a respeito do fanatismo e pseudo-fundamentalismo de Dawkins.

Valeu, Esdras.

>O budismo tem um lance egoísta, mas ao ver uma imagem de Buda meditando para poder sair do sofrimento é o que mais faz sentido

Egoísta, o budismo? Onde, McNaught? A meta do budismo é a compaixão universal. O voto do Bodhisatva é o de que ninguém pode ser verdadeiramente livre enquanto todos não forem livres. Na visão budista, o ego é uma ilusão e seu apego à existência é a fonte de todo sofrimento. Se existe uma religião que não pode ser chamada de egoísta, é o budismo.

Abs.
L.

>Egoísta, o budismo? Onde, McNaught?

Acho que ele se refere àqueles praticantes de Budismo que meditam e "deixam o mundo" para salvarem somente a si mesmos, sem se importarem com a salvação dos outros.

[]s
Mob.

Thats it. Então mes amis. Será que estou errado?

No programa viagem ao mundo em 80 tesouros, foi mostrado diversas imagens de Buda. Magníficas. Esculpidas em montanhas, em ouro, templos e mais templos (com regras), etc. Acredito que o Buda vivo não aceitaria tudo isso. Não aceitaria que a existência dele acabasse virando uma religião. Não aceitaria que o dente dele ficasse naquele templo cheio de ouro onde ninguém pode filmar e poucos são escolhidos para vê-lo. Não aceitaria pessoas ajoelhadas na frente da imagem pedindo algo para si (elas mesmas) até mesmo na forma de meditação. Sorry my friend. Mas, não vejo onde esta a compaixão universal além das palavras escritas dizendo que ela deveria existir. Vou me libertar do ego. Vou ensinar alguns como fazer, etc. Outros não terão tempo. Outros não vão conseguir. Quando citei um lance egoísta, foi na vontade de ver algo acontecendo com todas as pessoas. Um fim da desigualdade. Uma espécie de salvação geral. Uma grande mudança. O fim do sofrimento do próximo. Não o sofrimento da alma. E sim, o sofrimento causado por outro ser-humano.
Não sei se vai ser possível você me entender. E até parece uma coisa boba, infantil. Parece mesmo como uma criança desejando um super-herói. Parece, porém, o desejo real, é o desejo por uma mudança. Lembra qdo citei o jardim? Se as flores fossem seres humanos libertos do ego? Haveriam poucas flores no jardim. Se o fato de existir várias religiões atrapalham a evolução. Como alguém permitiria que depois da sua morte, pessoas ficassem na frente de pedras com sua imagem, sendo que elas tem que achar elas mesmas. É como no filme o campo dos sonhos: - “se você construir eles virão.” Se eu me libertar do ego, estarei fazendo minha parte, e outros se libertarão. Quantos mil anos vai durar isso?
Se o desejo me causa sofrimento. Como parar de desejar o “amai uns aos outros” ??

Obs: Lembrando que adoro o blog, a maneira que vc e muitos escrevem por aqui. Estou escrevendo na maior calma e com todo o respeito. E se errei ao enxergar um lance egoísta no budismo. Certamente lá na frente. Farei a correção na minha alma. No momento é isso rs. []´s

Acho que ele se refere àqueles praticantes de Budismo que meditam e "deixam o mundo" para salvarem somente a si mesmos, sem se importarem com a salvação dos outros.
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eu já fui altruísta, e não só no verbo, no blahblahblah. hj sou egoísta. mas não perdi a ternura. e espero poder praticar o wuwei do hegel pelo menos... tipo, pra harmonizar minzinho sinto ser preciso me auto-realizar e não apenas me auto-anular no sofrer junto ao próximo. e provavelmente não estou mais no trilho dos humanos evoluídos e espirituais... mas fazer oq? a natureza chama, ao vaso me sento.

tio shooter, será que é possível chegar ao altruísmo do amor não-dualista via um caminho egoísta?

Coisas como céticos, ateus, Superpop e pessoas como a C. Perez fazem parte da evolução.
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sei não... a evolução parece se fazer por mutações com forma e função superiores ao antecessor; o câncer é uma mutação, mas sua forma e a função não servem à evolução da espécie afetada. Tendemos a ver a evolução como algo gradual e por isso quase invisível, mas os pontos de mutação que levam à evolução não são lentos e graduais, na maior parte do tempo caminha em saltos muitas vezes violentos. é mais uma revolução que uma evolução. somos filhos e herdeiros de levantes biológicos. Mas a estrutura presses levantes biológicos ocorrerem são, sim, por sua vez, lentos, graduais e invisíveis. Enfim, a evolução não favorece o mais forte, o mais temível, o mais impositor, como alguns políticos e zécutivos tendem a pensar, mas sim o mais FLEXÍVEL, como o bambu do bruce lee ou o bebezinho do taoísmo.

>Acho que ele se refere àqueles praticantes de Budismo que meditam e "deixam o mundo" para salvarem somente a si mesmos, sem se importarem com a salvação dos outros.

É impossível salvar a si mesmo sem se importar com a salvação dos outros. Uma vez que cada consciência individual é uma parte do Todo, você só é verdadeiramente livre quando todos forem livres. Daí o voto do Bodhisatva que eu mencionei no comentário anterior, de trabalhar pela libertação universal. Faz parte do pacote, não se atinge a iluminação sem isso.

Abs.
L.

Salve, McNaught!

>No programa viagem ao mundo em 80 tesouros, foi mostrado diversas imagens de Buda. Magníficas. Esculpidas em montanhas, em ouro, templos e mais templos (com regras), etc. Acredito que o Buda vivo não aceitaria tudo isso. Não aceitaria que a existência dele acabasse virando uma religião.

Não, não aceitaria, assim como Cristo não aceitaria o que a Igreja Católica fez com o legado dele. Mas esse não é o verdadeiro espírito do budismo, da mesma forma que o Papamóvel não tem nada a ver com o verdadeiro espírito do cristianismo.

>Mas, não vejo onde esta a compaixão universal além das palavras escritas dizendo que ela deveria existir.

Nas palavras escritas dizendo que ela deveria existir. Se ela existisse de fato, em todos, não seria um ideal, uma meta a ser atingida, mas uma realidade concreta - e, neste caso, o mundo seria outro. Mas não é, e se a gente quer fazer alguma coisa, tem que partir do que as coisas são.

>Se eu me libertar do ego, estarei fazendo minha parte, e outros se libertarão. Quantos mil anos vai durar isso?

Essa é uma pergunta séria, e eu não tenho uma boa resposta pra ela. É uma questão que incomoda ainda mais se você lembrar que talvez nós não tenhamos milhares de anos pela frente, a civilização pode perfeitamente entrar em colapso antes disso, isto se o próprio mundo não for pro beleléu.

O que eu sei, porém, é que, se você não se libertar do teu ego, não vai poder fazer nada realmente eficaz, do ponto-de-vista espiritual, porque os desejos e motivações do ego sempre vão acabar interferindo. É por isso que o Buda dizia que primeiro você deve buscar a tua própria iluminação. Não é uma questão de egoísmo - muito pelo contrário, é da iluminação do ego que se trata. Se você sair por aí querendo iluminar os outros sem que você mesmo tenha se iluminado, é como um cego tentando guiar outros cegos - acabam todos caindo no buraco.

>Estou escrevendo na maior calma e com todo o respeito.

Não precisa se justificar, McNaught, é assim que a coisa funciona. Eu digo o que penso, tu dizes o que pensas, ele diz o que pensa. Nós dizemos o que pensamos, vós dizeis o que pensais, eles dizem o que pensam. E, obviamente, cada um pensa uma coisa diferente, senão, qual seria a graça? :-)

Abs.
L.

Salve, Guaquito!

>tio shooter, será que é possível chegar ao altruísmo do amor não-dualista via um caminho egoísta?

Não. Mas buscar o equilíbrio interior antes de se meter a fazer coisas pelo mundo afora não é egoísmo. A auto-realização é um pré-requisito de qualquer ação espiritualmente eficaz. E a auto-realização não é a realização do ego, muito pelo contrário, é transcender o ego para libertar o potencial que o ego impede de se desenvolver.

Abs.
L.

o ego é meio como um mecanismo de defesa territorial dum chimpanzé. aprendi isso com um orangotango outro dia em sonho. tenho uma afinidade com orangotangos, pois como eu eles praticam a arte sagrada do onanismo mágico e gostam da solidão, além de termos em comum a barba ruiva.

dai comecei um jogo interno novo em q percebi q toda vez q meu ego age é em conjunto com algum sentimento primata, atávico, "reptilóide", ugabuga de defender um território, seja emocional, físico ou abstrato. Com isso dá pra ver a histeria do meu ego, como é inseguro, medroso e em consequência disso, maldoso.

Agora, observando o comportamento do darkins, é algo totalmente medroso, inseguro, em busca de controle e marcação de território. é um ego primata "defendendo" aquilo que o tornou "obsoleto".

E pensando assim fica difícil pra mim ainda achar que o ego É algo que NASCEU DEVIDO a nossa auto consciência. Talvez o ego seja só um resquício primata do sentimento de "defender o prole/grupo" que persistiu junto ao novo módulo de auto-consciência e, dai sim, se tornou esse monstrinho, essa quimera que insiste em destruir pra se afirmar pra si.

Não. Mas buscar o equilíbrio interior antes de se meter a fazer coisas pelo mundo afora não é egoísmo.
------------
blz, e obrigado pelo esclarecimento... vai ver tb épor isso q não ando me sentindo culpado e sim feliz comigo mesmo e com a gritaria dos morceguinhos na árvore ao lado de minha sacada toda noite.

"eu já fui altruísta, e não só no verbo, no blahblahblah. hj sou egoísta."
----

No fim. podemos ser parecidos. Tem dias que me apanho sendo egoístas pacas. Isso porque dançamos conforme a musica. Fazemos parte dessa sociedade de hj em dia. Ou seja, de um certo ponto de vista. Isso é normal diante da evolução, do capitalismo. Podemos perceber isso ao ver o número de pessoas morando sozinhas e o quanto o individualismo cresceu
Agora Mr. Guaco. Cuidado com o cientista italiano que numa entrevista disse que a humanidade caminha para o bissexualismo. - Mutação. Evolução. Vira apenas um jogo de palavras. Observe a teoria dele para a evolução da espécie nesse sentido.

http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/bbc/2007/08/20/ult4432u534.jhtm

Obs: Tb digo obrigado Mr. Malprg.

Agora Mr. Guaco. Cuidado com o cientista italiano que numa entrevista disse que a humanidade caminha para o bissexualismo. - Mutação. Evolução. Vira apenas um jogo de palavras. Observe a teoria dele para a evolução da espécie nesse sentido.
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aqui na terra do vale encantado do paraíba, no submundo das sombras urbanas cercadas por natureza raivoza (pra uns), setor da interzona pertencente ao Dr.Carcará, e coordenado pelo policial e pelo civíl dos narco fofoqueiros, onde guaco bey se reenergiza, exatamente em em taubatexas, cidade que via o google earth apresenta símbolos mágicos e massonicos no traçado das ruas, acredita-se o seguinte:
1. animal trepa pra procriar. por isso trepa só no cio.
2. humano trepa pra se divertir, se unir, se expandir. por isso trepa o tempo todo.
3. animais fora de seu habitat natural viram gays.
4. humanos, potencialmente livres na mente, escolhem ser hetero, homo, bi, trans, pan, tchans...
5. humanos hormonalmente desregulados tendem a sexualidade destrutiva, seja homo, hetero, bi, trans, pan, tchans...

com isso dito, não duvido dos dados do dr.bi, mas as conclusões dele excluem a possibilidade de haver um jogo de mutação 'artificial', com seus vetores guiados... é nóia nossa, mas só umas horas no google acadÊmico pra se achar correlação de dados de homossexualismo com uso errado de anticoncepcionais, com disfunções hormonais devido a alimentação industrial, radiação de cacarecos eletrônicos, etc... MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE ALGUNS ESCOLHAM O PRAZER, PELO PRAZER, E NÃO PELA FUNÇÂO, QUE É PREDETERMINADA PELA ESTRUTURA. Os gregos que o digam... e se a bagaça for ser tudo gilete daqui duas ou três gerações, e isso for inevitável, seja por evolução de seleção natural ou evolução programada, o negócio é orgasamar, baby. relaxe, e curta sua sexualidade enquanto vc existir... agora se sua tara for meninas de dua gerações depois da sua, bem, dai vc terá problemas se no futuro próximo acontecer a profecia do dr.bi! :D ou vc se flexibilizaria?

e, véio, se o futuro da massa de chimpanzés é serem gays, a histeria coletiva vai ser das mais surreais, e o melhor q penso ser possível fazer é preparar meu terreno pra ao menos eu e os q me rodeiam terem liberdade de serem heteros e rígidos em um mundo homo e flexível. imagine-se velhinho sofrendo o mesmo preconceito que hj aplicamos aos homos! dá um puta filme rock ń roll.

Tem dias que me apanho sendo egoístas pacas.
--------------
seu egoísmo é do tipo rancoroso e emotivo ou do tipo frio e racional, quase q encostado no beco do niilismo?

Hey. camarada guaco, somos de outra geração rs. Só vamos assistir. Mas, acredito que o garotinho criado em apartamento com a vovó tem boas chances de participar de um futuro Bi. Foi aquilo que conversamos em outro post. Emo é só o início desse tipo de mutação/evolução rs. O homem tem se afastado das chamadas: - situações/atitudes de hetero. Um pouco de vaidade não faz mal. Mas, tem caras jovens exagerando rs. As meninas Bi da próxima geração, well, acredito que elas terão bons empregos, fazendo com que elas tenham planos mais concretos, tipo, exigir mudanças da lei, até no sentido de criar uma criança. Mas, o que vc pensou rs. Não acredito que elas deixem caras heteros darem uma olhadinha rs. Vai aumentar o número de políticos (viu as ultimas eleições quem foi bem votado rs.) E quando atingirem cargos importantes e a maioria. Well, vamos assistir essa evolução. Acredito que vai acontecer.

Meu egoísmo, acho que tem sim, algo de frio e racional. Não chega perto do niilismo porque não me afasto de uma, ou, outra crença e de alguns sentimentos tipo esperança. Dura pouco quando me sinto assim. Mas, tenho pensamentos e até mesmo algumas atitudes bem frias e calculistas com o próximo. Por isso ponho a culpa no tipo atual de sociedade capitalista que vivemos. O capitalismo cria de forma inevitável, o egoísmo nas pessoas. Fora isso, sou normal no sentido: - não empresto cds, dvds, livros, vinis, dinheiro, etc.
Mas, o que tenho de coisa emprestada em casa rss. O bom é que me considero hyper responsável e sempre devolvo. Mas...eu emprestar rs.
[]´s

tem mais sorte do q eu, meu egoísmo é emotivo e cheio de auto-justificativas... o egoísmo racional dos banqueiros, não cheguei lá ainda.

de resto, se o futuro é giletagem afetiva, então o Alex Jones é profeta e o projeto "homossexual pagão" da elite babilônica, que ele denuncia, é um prj. vitorioso.
http://video.google.com/videoplay?docid=-82095917705734983&q=alex+jones++site%3Avideo.google.com&total=1247&start=10&num=10&so=0&type=search&plindex=9

http://video.google.com/videoplay?docid=5547481422995115331&q=zeitgeist+site%3Avideo.google.com&total=77&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=0


e não acho q pra ser gay jovem tem de ser emo. o grande jello biafra é gay, é macho, é rock 'n roll e não muda a música seja quando tá ganhando ou perdendo... tenho um primo gay q ouve rock e não emo e ainda por cima é 'designer de interiores'... emo é pintinho sob bonitas do kiss. já o gene simons tem mêda do boiola biafra, fofocam.

>tem mais sorte do q eu, meu egoísmo é emotivo e cheio de auto-justificativas

Eu também sou emo, errr ops digo, eu também sou egoísta emotivo, isto é um saco, preferiria ser frio e racional.

O problema das pessoas frias e racionais é que parecem que elas poderiam vender a própria mãe sem nenhum pingo de remorso. (Bem talvez nós emotivos sejamos assim justamente por não conseguirmos vender nossas mães).

Jung explica.

[]s

Moby Dick

A ideia dos memes do Richard Dawkins ateh eh interessante sob o ponto de vista de que ha um universo conceitual que vive espalhado por nossas mentes. Um universo holografico por assim dizer.
O problema eh que o Dawkins soh consegue ver um meme "vivo", tal como um virus, quando esta nos neuronios humanos. Senao ele fica latente.
E outra questao eh que os memes se transmitem, de acordo com Dawkins, por meios muito fisicos. Nada extra-sensorial.
Se a ideia de Dawkins for estendida, e os Memes se estenderem a tudo o que ha, nao apenas aos neuronios, e se os meios de transmissao destes memes nao forem somente os fisicamente provados, memes podem ser uma base para a compreensao de egregoras.
Pensando em memes, e extrapolando imensamente as limitacoes consideradas por Dawkins, surge um universo comunicante. De repente meus pensamentos se propagam e se espalham por todo um universo que seja sensivel a eles. Este eh o ponto do universo holografico. Um ponto pode ser recomposto observando as marcas que ele deixou. Isso pode ser ateh mesmo uma base para se criar uma teoria sobre o que eh a alma. Pode ser que a alma seja a representacao holografica de nos mesmos. E o processo de reencarnacao pode ser a comunicacao entre esta alma e um novo corpo.
O universo holografico assim definido, pode ser ateh mesmo o palco do que chamamos de mundo astral.

Acaso, um delírio
-----------------

Não há indícios de nada que ocorra sem causa no universo.
Nenhum fato pode ser comprovadamente chamado de "acaso" a menos que isso signifique um grau de imprevisibilidade acima da nossa compreensão.

Se toda a história evolutiva desde os inorgânicos pudesse ser colocada num filme de curta duração, o que veríamos?
Veríamos a materia tomando forma e se transformando em seres.
Como isso é possível? A matéria por si só possui vontade? É dotada de inteligencia?

No mesmo filme poderíamos ver todas as outras transformações da natureza, separando continentes, criando dunas, a erosão escavando o solo, vulcões mudando a paisagem...mas nada disso faria nada comparável aos seres vivos...Por que?

Hum, mas será que HÁ mesmo diferença, Ana? Há uma certa organicidade (de organismo) na forma como ocorrem as transformações da Natureza (não, eu não estou defendendo a Hipótese de Gaia). Existe um Princípio, um Padrão sobre o qual se revolvem as formas orgânicas e inorgânicas que conhecemos (e as que não também, eu acho!).
Algo como uma matriz informacional, uma Idéia de Coisa que é inerente a tudo e todos, onde e quando, como e etc, tudo ao mesmo tempo (no Tempo e fora dele).

Se isso não é D´us, Absoluto, ou o que o valha, chega bem perto (muito mais que o véinho de barba distribuindo raios nos infelizes pecadores).

:)

Saravá, Guaquito!

>o ego é meio como um mecanismo de defesa territorial dum chimpanzé. (...)

>dai comecei um jogo interno novo em q percebi q toda vez q meu ego age é em conjunto com algum sentimento primata, atávico, "reptilóide", ugabuga de defender um território, seja emocional, físico ou abstrato. Com isso dá pra ver a histeria do meu ego, como é inseguro, medroso e em consequência disso, maldoso.

> (...) E pensando assim fica difícil pra mim ainda achar que o ego É algo que NASCEU DEVIDO a nossa auto consciência. Talvez o ego seja só um resquício primata do sentimento de "defender o prole/grupo" que persistiu junto ao novo módulo de auto-consciência e, dai sim, se tornou esse monstrinho, essa quimera que insiste em destruir pra se afirmar pra si.

Olha, o ego não é uma coisa fácil de categorizar - é bom, é mau, é o guardião dos instintos atávicos, é o guardião da autoconsciência, é o demônio em nós, é uma imagem refratada do Si-mesmo. Porque a verdade é que o ego é tudo isso ao mesmo tempo. Ele é uma espécie de guardião do umbral (pra usar a expressão consagrada pelos ocultistas) e, por conta disso, habita um limiar entre forças opostas, que puxam a consciência em diferentes direções. E, como titio Sig descobriu, cabe ao ego a inglória tarefa de mediar entre esses diferentes impulsos.

Não, a autoconsciência não nasceu por causa do ego, mas é o ego que contém a autoconsciência. Até onde podemos saber, a consciência nasce de um impulso originário do núcleo do indivíduo, o Si-mesmo. Mas, quando ela emerge do inconsciente, é uma criatura frágil, constantemente ameaçada de ser engolida de novo pelo caldeirão de forças instintivas que regem a vida animal. Enquanto o cabra não atinge estabilidade suficiente para prescindir da proteção do ego, o ego funciona como um container para a consciência. Se essa proteção quebrar ou for retirada antes do tempo, é uma catástrofe psíquica. O sujeito nem sequer volta a ser animal, porque o nascimento da consciência (que o mito judaico-cristão representa como a expulsão da consciência) tornou impossível o equilíbrio natural dos instintos que rege a vida dos animais. Às vezes o ego é o fruto da árvore do conhecimento e às vezes ele é a espada de fogo do querubim mas, sem ele, o que espera o indivíduo é o inferno da esquizofrenia.

É por isso que transcender o ego não é tão simples quanto se pensa. "Matar o ego" é um slogan sonoro mas, se você levar ao pé-da-letra, a coisa dá em merda. A dissolução do ego é um processo, ocorre gradualmente e, pra ser mais exato, é um processo de autodissolução, porque a iniciativa deve partir do próprio ego, ou melhor, de uma consciência que ainda está identificada ao ego. No gnosticismo valentiniano, essa etapa é representada como a conversão do Demiurgo: ao ver os sinais do Salvador, Ialdabaoth se conscientiza de que não é Deus e, envergonhado de suas ações passadas, começa a colaborar com a redenção espiritual do ser humano.

Abs.
L.

Salve, McNaught!

>Cuidado com o cientista italiano que numa entrevista disse que a humanidade caminha para o bissexualismo.

Tudo depende de como se compreende essa noção de bissexualismo. A verdade é que, independente do nosso sexo biológico, todos temos em nós energias masculinas e femininas, que precisam ser equilibradas. Pra se alcançar o equilibrio psíquico, o homem deve integrar suas energias femininas, assim como a mulher deve incorporar à consciência as energias masculinas.

Houve um tempo em que o modelo arquetípico para o homem era Ares, o guerreiro, e o da mulher era Coré, a mocinha. Por volta da segunda metade do século XX, isso começou a mudar. Aos trancos e barrancos, com idas e vindas, conflitos, avanços e recuos, o pêndulo começou a se deslocar no sentido de modelos arquetípicos mais próximos da androginia: Hermes e Dionísio para os homens, Ártemis e Atena para as mulheres. Ainda está longe de ser a tendência dominante (o que nós temos é um conflito acirrado entre antigos e novos padrões), mas tudo indica que, se o mundo durar o suficiente, estamos rumando para um tipo de androginia psíquica pra ambos os sexos.

Isso não quer dizer que vamos ser todos literalmente bissexuais e, como Renato Russo, gostar "de meninos e meninas". Até pode ser a opção adotada por um bom número de pessoas, mas não é necessário. O bissexualismo é necessariamente um tipo de androginia psíquica, mas a recíproca não é verdadeira, nem toda androginia psíquica é necessariamente bissexualismo. Dionísio, afinal de contas, é o modelo de homem ideal que habita o inconsciente das mulheres. E Ártemis e Atena, se incorporassem alguns traços de Afrodite, se tornariam o protótipo da mulher ideal.

Abs.
L.

Salve, ó Mestre Que Nada Sabe!

>Se a ideia de Dawkins for estendida, e os Memes se estenderem a tudo o que ha, nao apenas aos neuronios, e se os meios de transmissao destes memes nao forem somente os fisicamente provados, memes podem ser uma base para a compreensao de egregoras.

Outra coisa que falta ao modelo do Dawkins é a compreensão de que os complexos meméticos (ou memeplex, como diz a Susan Blackmore) precisam ter um núcleo arquetípico para serem incorporados à psique. Os "memetologistas" vivem dizendo que, como os organismos, os memes vivem numa competição darwniniana pela sobrevivência dos mais aptos. Os memes mais aptos são aqueles que conseguem "aderir" à estrutura da mente e se reproduzir. Mas eles não sabem explicar o que é que torna um meme mais apto que outro. Imho, a resposta é que os memes mais bem-sucedidos são os que possuem uma configuração análoga à das estruturas arquetípicas da psique. Essa configuração funciona como um "gancho" que permite ao memeplex se acoplar a essas estruturas.

Outro problema do Dawkins é que a base da crítica dele às religiões é a de que elas não passam de memes. Mas, de acordo com as premissas do próprio Dawkins, a ciência e mesmo a teoria da evolução também são memes. Então, o embate dele contra a religião não é uma luta da verdade contra o erro, mas uma disputa entre dois memeplexes pelo controle territorial do cérebro. Duh.

Abs.
L.

Epahei, Ana!

>Nenhum fato pode ser comprovadamente chamado de "acaso" a menos que isso signifique um grau de imprevisibilidade acima da nossa compreensão.

Basicamente, é essa a conclusão a que leva a matemática do caos. O que os matemáticos do caos descobriram é que, apesar de não se poder prever o comportamento dos sistemas não-lineares, eles têm uma estrutura, que pode ser descrita matematicamente. Paradoxalmente, o que a matemática do caos descobriu é que o caos não existe.

Abs.
L.

Saravá, Aldhabaran!

>Existe um Princípio, um Padrão sobre o qual se revolvem as formas orgânicas e inorgânicas que conhecemos (e as que não também, eu acho!).
>Algo como uma matriz informacional, uma Idéia de Coisa que é inerente a tudo e todos, onde e quando, como e etc, tudo ao mesmo tempo (no Tempo e fora dele).

O nome que os neoplatônicos davam a esse Padrão era arquétipo. :-)

>Se isso não é D´us, Absoluto, ou o que o valha, chega bem perto (muito mais que o véinho de barba distribuindo raios nos infelizes pecadores).

Yep. O Grande Arquiteto do Universo, com o compasso numa mão e o esquadro na outra, não passa de um símbolo antropomórfico para esse padrão, que é ao mesmo tempo transcendente e imanente à estrutura do universo.

Abs.
L.

O PROBLEMA DO MUNDO SÃO OS ACOMODADOS COMO VOCÊ QUE NÃO QUESTIONA A IDEOLOGIA QUE HÁ NA NECESSIDADE DA EXISTÊNCIA DE "deus e deuses". Todos seus "intelectuais" nada mais são que embusteiros e SIM TEMO QUE TOMAR PARTIDO E DAR CABO DA MISÉRIA DA HUMANIDADE OU NADA NOS RESTARÁ, DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? DOS QUE SERÃO OS INOCENTES ÚTEIS DA MEDIOCRIDADE FUNDAMENTALISTA OU OS JACOBINOS QUE LUTAM PELO MUNDO
PLURALISTA QUE ASSEGURA SEUS DIREITOS? LEMBRE-SE HITLER FOI ELEITO PORQUE A MAIORIA NÃO O CONSIDERAVA GRANDE COISA PARA SER ENCARADO COMO UMA AMEAÇA E FORAM OS PRIMEIROS A SEREM EXECUTADOS.

>DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

Do lado dos que são capazes de discutir sem ofender, dos que não dividem o mundo de maneira simplória entre "jacobinos" e "fundamentalistas", dos que não enchem a boca pra falar de pluralismo (que pressupõe o respeito pela opinião alheia, mesmo quando diferente da nossa) ao mesmo tempo em que taxam de "acomodados" e "embusteiros" todos os que não compartilham da mesma opinião. Dos que sabem que, se foram os fundamentalistas que provocaram o 11/09, foram os "jacobinos" que desenvolveram a bomba atômica e que, portanto, não é tão fácil assim classificar a humanidade em mocinhos e bandidos. Dos que evitam julgar o que não conhecem. Dos que não precisam berrar para se exprimir.

Cordialmente,
Malprg

Às vezes as pessoas controlam as idéias, às vezes as idéias controlam as pessoas.

>DOS QUE SERÃO OS INOCENTES ÚTEIS DA MEDIOCRIDADE FUNDAMENTALISTA OU OS JACOBINOS QUE LUTAM PELO MUNDO
PLURALISTA QUE ASSEGURA SEUS DIREITOS?

Deixa eu entender. Você é um jacobino que luta pelo mundo, eu sou um fundamentalista porque não acredito nas suas idéias e forma de lutar pelo mundo. É isto?

Embusteiro eu sou, porque um de meus Deuses Thoth-Hermes (que você nunca ouviu falar), é o arquétipo dos embusteiros. Eu e meu Deus pelo menos admitimos isto, que a razão é embusteira, e não a única, onipotente, onisciente e onipresente verdade das verdades.

>LEMBRE-SE HITLER FOI ELEITO PORQUE A MAIORIA NÃO O CONSIDERAVA GRANDE COISA PARA SER ENCARADO COMO UMA AMEAÇA E FORAM OS PRIMEIROS A SEREM EXECUTADOS.

Quem é você meu camarada, para falar com tanta arrogância de tanta gente que sofreu, foi humilhada, morreu como bicho. Mantenha o respeito. Ah esqueci, você é o "salvador do mundo", o Messias, o Super-Jacobino. Nossa, estas me parecem idéias tão impregnadas de sentido religioso, por que será??

Kingmob.

com o estado atual das coisas eu ainda posso ser feliz pois não me tiraram ainda o sexo, as drogas e bom e velho rock 'n roll

só no silêncio é possível harmonia?

>Às vezes as pessoas controlam as idéias, às vezes as idéias controlam as pessoas.

Em geral, a segunda alternativa é mais comum. :-)

>Nossa, estas me parecem idéias tão impregnadas de sentido religioso, por que será?

É como eu sempre digo, nada se parece tanto a um fundamentalista religioso quanto um fundamentalista da ciência. :-)

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